A ex-deputada federal Carla Zambelli, que está presa na Itália por ataques à Justiça do Brasil, deve ser deportada após segunda autorização da Corte do país europeu – Imagem reprodução redes sociais
Brasília (DF) · 16 de abril de 2026.
A Justiça da Itália autoriza a extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil. A Corte de Apelação de Roma se declarou favorável ao envio da brasileira de volta ao país, conforme noticiado pela ANSA e detalhado pela ICL Notícias.
Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao lado do hacker Walter Delgatti.
Ela fugiu do Brasil e foi presa na Itália em 29 de julho de 2025.
Ao retornar ao Brasil, Carla Zambelli deverá ser encaminhada à Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
A defesa da ex-deputada confirmou que recorrerá da decisão, o que pode atrasar o processo. Somado à necessidade de autorização ministerial, o retorno de Carla Zambelli ao Brasil ainda pode levar algum tempo.
Conforme a sentença de 35 páginas, a Corte de Apelação de Roma rejeitou integralmente os argumentos da defesa.
A questão de sua condição de saúde foi uma das principais apostas. Mas o tribunal designou perito médico-legal e concluiu que existia “plena existência de risco de fuga” e “a ausência de condições de saúde incompatíveis com a detenção, conforme atestado pelo laudo médico-legal”.
A mesma corte sinalizou que Carla Zambelli “chegou à Itália vinda de Miami no dia imediatamente seguinte à publicação da decisão que continha sua ordem de prisão” no Brasil.
“Estas circunstâncias, por si só, eram altamente sugestivas das reais intenções da pessoa a ser extraditada relativamente à sua estadia em Itália”, disse.
Outro ponto desmontado foi o argumento sobre a suposta “parcialidade” do juiz Alexandre de Moraes.
“A objeção é infundada por uma série de razões convergentes, que vão desde a ausência de um elemento objetivo concreto de preconceito até a maneira específica como a questão foi tratada nos processos brasileiros”, constatou a corte, segundo a Il Post.
Carla Zambelli também tentou argumentar que as prisões brasileiras eram inseguras. Roma foi categórica: “a mera referência a uma situação crítica geral no sistema prisional não é suficiente, a menos que seja acompanhada da demonstração de um risco concreto e individualizado”.
A documentação apresentada pela defesa foi considerada, em grande parte, “de material de qualidade probatória insuficiente para atender aos padrões exigidos”.
Mesmo assim, a corte impôs condições claras para a extradição: Carla Zambelli deve permanecer exclusivamente na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, com acesso irrestrito a advogado, representação diplomática e consular italiana, além de correspondência confidencial com família.
O Brasil deverá informar periodicamente a autoridade italiana sobre condições de saúde e detenção, no mesmo modelo adotado para Henrique Pizzolato há uma década.
A defesa alegou ainda que o crime seria de natureza política. A corte rejeitou: “Esta suposição não pode ser aceita”. “A conduta atribuída à pessoa a ser extraditada no processo brasileiro — acesso não autorizado aos sistemas informáticos do Conselho Nacional de Justiça e a criação e inserção, nos mesmos sistemas, de documentos judiciais ideologicamente falsos, incluindo um mandado de prisão falso contra um magistrado do Supremo Tribunal Federal — não constitui crime político, nem mesmo em seu sentido mais amplo”, desbancou a corte.
O objetivo foi classificado como ofensivo “à integridade dos sistemas informáticos institucionais e à confiança pública nos documentos judiciais, bens jurídicos cuja proteção é comum a qualquer sistema democrático consolidado”.
Nem o passaporte italiano salvou Carla Zambelli. Os juízes concluíram: “a cidadania italiana da pessoa extraditada, mesmo que concomitante à brasileira, não constitui impedimento à concessão da extradição para a República Federativa do Brasil”.
A novela de mais uma foragida do bolsonarismo não acabou. Mas a decisão reforça que, para os juízes italianos, os limites da justiça ainda valem.
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Meu Deus, essa lenga lenga com Bolsobosta e seus seguidores deve acabar…
Aff não aguento mais assim como todos os BRASILEIROS…ligados a ESQUERDA/LULA