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Sobrinho de Dilma pede demissão de Eduardo Bolsonaro da PF após queda de Ramagem e Torres

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    O deputado
    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é escrivão da PF / Foto: Jessica Koscielniak/Reuters | Ao fundo, os ex-delegados da Polícia Federal, Alexandre Ramagem e Anderson Torres / Imagem reprodução redes sociais

    Vínculos dos agora ex-delegados, condenados por tentativa de golpe de Estado, foram desconstituídos pelo MJSP Lewandowski; para o vereador de Belô, Eduardo estimula evasão e violação dos deveres institucionais ao apoiar evasão de criminosos



    Brasília, 03 de dezembro 2025

    O cenário jurídico e policial em Brasília sofreu abalos significativos nesta semana com decisões administrativas que atingem o coração do antigo governo.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.

    O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, assinou na quarta-feira (03/dez) as portarias que determinam a demissão de Alexandre Ramagem e Anderson Torres dos seus cargos de delegados da Polícia Federal (PF).

    Simultaneamente, Eduardo Bolsonaro torna-se alvo de um pedido de processo disciplinar dentro da mesma corporação.

    A Expulsão dos Delegados

    A perda dos cargos públicos é um desdobramento direto da condenação dos bolsonaristas, ambos pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Os ex-gestores foram sentenciados em setembro por integrarem o núcleo principal da trama que visava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder através de um golpe de Estado após as eleições de 2022.

    A execução das penas foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes em 25 de novembro, após o esgotamento dos recursos.

    A oficialização das demissões estava prevista para publicação no Diário Oficial da União de 04/dez.

    Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF, cumpre pena de 24 anos no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, especificamente no núcleo de custódia da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como Papudinha.

    Entre as provas que fundamentaram sua condenação — que inclui crimes de organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito — destaca-se a famigerada “minuta do golpe”, encontrada impressa em sua residência durante buscas da PF.

    A fuga deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) o coloca em situação distinta. Condenado a 16 anos, um mês e 15 dias em regime fechado, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) encontra-se foragido em Miami, nos Estados Unidos.

    Embora a decisão do STF inclua a perda do mandato parlamentar e a Câmara dos Deputados esteja obrigada a formalizar a cassação imediatamente, o registro ainda não foi extinto.

    Ofensiva contra Eduardo BolsonaroE

    Enquanto as demissões eram formalizadas, uma nova frente de batalha se abriu contra o clã Bolsonaro. Segundo informações do portal Metrópoles, o vereador Pedro Rousseff (PT-MG), sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff, protocolou um pedido ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

    O objetivo é a instauração de um processo disciplinar contra Eduardo Bolsonaro, que mantém vínculo com o cargo de escrivão da Polícia Federal.

    A petição argumenta que o parlamentar teria incentivado publicamente a fuga de condenados pelos atos antidemocráticos, conduta incompatível com a função policial.

    No documento, Pedro Rousseff cita declarações onde Eduardo Bolsonaro teria afirmado que “é justo que todas as pessoas do 8 de Janeiro fujam de uma pena injusta” e que “vale a pena lutar pela liberdade”.

    Para o vereador, tais falas configuram estímulo moral e psicológico à evasão e violação dos deveres institucionais.

    O pedido alega que Eduardo estaria alinhado a estratégias de evasão do território nacional — citando decisões judiciais que o vinculam a ações de Alexandre Ramagem e Carla Zambelli — e articulações para obtenção de asilo político.

    “Eduardo Bolsonaro articula de forma traiçoeira contra o próprio país, inclusive abandonando seu mandato parlamentar”, acusa Pedro Rousseff no texto enviado à direção da PF.

    Caso o processo avance e a infração disciplinar seja comprovada, a punição pode resultar na demissão do filho do ex-presidente dos quadros da corporação, seguindo o mesmo destino de Torres e Ramagem.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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