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Justiça dá 48 horas para igreja tirar do ar imagens de pastor dizendo que LGBTQIAP+ “tem reserva no inferno” (vídeo)

    4ª Vara Cível de Taguatinga determinou que a Assembleia de Deus de Brasília retire do ar todos os vídeos de David Eldridge, que fez discurso homofóbico – ASSISTA

    A 4ª Vara Cível de Taguatinga determinou que a Assembleia de Deus de Brasília retire do ar todos os vídeos do pastor estadunidense David Eldridge, que fez um discurso contra a comunidade LGBTQIAP+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Transgêneros, Travestis, Queer, Intersexual, Assexual, Pansexual) em um evento no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em fevereiro desse ano, quando afirmou que todos têm “uma reserva no inferno“.

    A juíza Lívia Lourenço Gonçalves explicou que, na Constituição Federal, todos têm garantida a liberdade de expressão e de manifestação religiosa. No entanto, no vídeo o pastor faz um discurso de ódio baseando em supostas interpretações religiosas.

    Leia um trecho da decisão:

    Que em grande parte também não refletem o espírito cristão, podem em tese fomentar atitudes discriminatórias e de violência por parte dos fiéis contra pessoas integrantes da comunidade LGBT+, o que não se admite. Assim, não se pode admitir que se perpetuem, mediante a ampla divulgação de vídeos, de discursos que traduzem manifestações que degradem, inferiorizem, subjuguem, ofendam ou que levem à intolerância ou discriminação e possam ser configurados como crime, razão pela qual o pedido deve ser acolhido”.

    Lívia determinou que a igreja retire o vídeo das redes sociais em um prazo de 48 horas, sob pena de R$ 50 mil por dia, em caso de descumprimento. O pastor David Eldridge afirmou, em um Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, durante o carnaval de 2023, que “todo homossexual tem uma reserva no inferno. Toda lésbica tem uma reserva no inferno. Todo transgênero tem uma reserva no inferno. Todo bissexual tem uma reserva no inferno”.

    De acordo com o Correio Braziliense, a ‘Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou Orientação Sexual ou contra a Pessoa idosa ou com Deficiência (Decrin)‘, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), recebeu representações, como da Comissão de Ética e Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF, presidida pelo deputado distrital Fábio Felix (PSol).

    Outros documentos enviados à PCDF para apurar os fatos foram enviados pela União Nacional LGBT (UNA). Nesse processo, a igreja é ré.

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