Justiça bloqueia R$ 3,5 bilhões em operação contra fake news de políticos bolsonaristas, do PL e Podemos
Operação Teatro Invisível mira atores que espalhavam mentiras sobre candidatos à prefeituras de dez cidades do Rio | Foto reprodução PF
Polícia Federal mira esquema de corrupção e desinformação nas Eleições de 2024 com atores contratados – SAIBA MAIS
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Brasília, 17 de abril de 2025
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 3,5 bilhões em contas de políticos bolsonaristas e empresas investigados por um esquema de propagação de fake news durante as eleições de 2024, nesta quarta-feira (16/abr), conforme noticiado pelo g1 e outras fontes, como parte da Operação Teatro Invisível II, deflagrada pela Polícia Federal.
As investigações revelaram que o grupo contratava atores para disseminar informações falsas, fingindo serem cidadãos comuns, com o objetivo de atacar adversários políticos.
A ação, deflagrada em cidades do Rio de Janeiro e Minas Gerais, cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e suspendeu atividades de oito empresas, apontadas por crimes como obstrução da justiça, caixa dois, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro.
O esquema, segundo a PF, desviava recursos públicos de áreas como saúde e educação, com prefeitos de partidos como PL e Podemos financiando a desinformação. Propagadores de fake news recebiam R$ 2.000 mensais, enquanto coordenadores embolsavam R$ 5.000.
A operação destaca a sofisticação da rede criminosa, que utilizava contratos de até R$ 3,5 bilhões para bancar a produção de conteúdos falsos, impactando a lisura do processo eleitoral. O prefeito de Cabo Frio (RJ) está entre os alvos.
A investigação reforça o combate às milícias digitais, que, desde 2019 constroem narrativas falsas para deslegitimar instituições e adversários.
A PF aponta que os investigados tinham plena consciência da falsidade das informações, utilizando redes sociais para amplificar o alcance.
A operação é um desdobramento de ações anteriores contra desinformação, como os inquéritos de fake news e milícias digitais conduzidos pelo STF.
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O caso expõe a fragilidade do ambiente digital e reacende o debate sobre a regulação das redes sociais, defendida por juristas como necessária para equilibrar liberdade de expressão e combate a crimes digitais.
Enquanto bolsonaristas dominam interações nas redes com narrativas de vitimização, a operação sinaliza um esforço para coibir a manipulação eleitoral, com impactos que podem redefinir o uso das plataformas digitais em campanhas políticas.
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