O nome da autora da matéria tendenciosa é Andreza Matais, cujo “engajamento desesperado passou do ridículo e entrou no campo da comédia involuntária“, segundo influenciadora digital
Brasília, 14 de novembro 2025
A influenciadora digital Beta Bastos afirma em seu perfil em uma rede social que um “impressionante o malabarismo” de uma jornalista famosa, hoje no Metrópoles, Andreza Matais, foi identificado pelo radar progressista na mídia brasiliense.
O título de sua publicação por si só é auto explicativo para os argumentos até aqui: “Justiça bloqueia Porsche de R$ 945 mil do patrão de ex-nora de Lula”.
Segundo Beta Bastos, o nome do Presidente aparece “magicamente como se tivesse alguma relação com o carro, o patrão, a empresa ou o bloqueio“.
A criadora de conteúdo digital observa que “é preciso muito esforço (ou muita má intenção) para enfiar o Lula numa notícia que não tem absolutamente nada a ver com ele“.
Para Beta Bastos, trata-se de “engajamento desesperado ou só mau caráter mesmo“.
Ela desabafa: “Porque, sinceramente, isso já passou do ridículo e entrou no campo da comédia involuntária“.

O artigo trata de uma decisão judicial que bloqueou um Porsche avaliado em R$ 945 mil pertencente a André Gonçalves Mariano, empresário e proprietário da Life Tecnologia Educacional.
André Gonçalves Mariano é apontado como o patrão de Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ou seja: absolutamente nenhuma relação com o estadista mais aclamado dos últimos tempos.
O bloqueio do veículo faz parte de medidas tomadas no âmbito da Operação Coffee Break da Polícia Federal (PF), que investiga um esquema de corrupção e desvio de verbas públicas em licitações, sobretudo no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado ao Ministério da Educação (MEC).
Carla Ariane Trindade foi alvo de mandados de busca e apreensão na operação. Segundo as investigações, ela teria atuado como lobista e intermediária do grupo, recebendo pagamentos que os investigadores classificaram como propina, para garantir contratos milionários à empresa de André Gonçalves Mariano, inclusive por meio de superfaturamento na venda de kits de robótica para prefeituras.
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Embora Lula não seja alvo direto da Operação Coffee Break, o envolvimento de pessoas tão próximas à sua família em um esquema de desvio de dinheiro público em uma pasta federal cria desgaste político e alimenta críticas da oposição sobre a promiscuidade entre interesses privados e o governo.
A implicação para Lula é principalmente de natureza política e de imagem, uma vez que o nome de pessoas ligadas à sua família surge em uma investigação de grande repercussão sobre corrupção em um ministério do seu governo (Ministério da Educação – MEC).
Quanto à jornalista Andreza Matais, no Estadão, por exemplo, onde ela atuava como editora-executiva de política e chefe da sucursal de Brasília, não é caracterizado como favorável a Lula, mas sim como crítico em relação ao seu governo.
A função da profissional de imprensa era a de reportar os bastidores do poder, o que frequentemente resultava em matérias que expunham dificuldades ou crises no governo Lula.
Alguns exemplos de reportagens e a cobertura sob sua direção ou com sua participação no Estadão demonstram uma postura de escrutínio. Suas análises e colunas frequentemente apontavam a dificuldade do governo em articular no Congresso.
A jornalista e sua equipe foram alvo de ataques e intimidação por parte de apoiadores do governo, inclusive com a então presidente do PT, Gleisi Hoffmann, instigando a militância contra o jornal e a jornalista após reportagens sobre encontros da dama do tráfico no Ministério da Justiça.







