De acordo com o chefe do Executivo, temos “um dos maiores [juros] do mundo” e o presidente do Banco Central tem que ter “muito senso de responsabilidade com o Brasil“
“O nosso maior gargalo” que impede um crescimento mais vigoroso e constante de nossa economia “são os juros altos, um dos maiores do mundo, que encarecem o crédito e limitam a atividade econômica“, respondeu o Presidente da República Federativa no Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao ser perguntado pelo jornal A Tarde: “como corrigi-lo?“
O editor da mídia argumentou que “desde 1980, a média de crescimento anual do PIB brasileiro está em 2,3% – neste século, de 2001 para cá, registra os mesmos 2,3%. Os dados estão em linha – levemente abaixo – do crescimento registrado no mundo nesses períodos e consideravelmente abaixo de países como Índia (7,8% ao ano desde 1980), Turquia (5,7%), China (5,3%) e até os Estados Unidos (2,9%). Ou seja, no cenário global, o Brasil não consegue avançar, apesar de suas muitas potencialidades”.
O estadista acrescentou que “outro problema é o histórico de séculos sem investimentos em educação. Não há país desenvolvido que não tenha investido em educação. Por isso que, mesmo sem diploma universitário, sou o presidente que mais construiu universidades e institutos federais de ensino em toda a história desse país“.
Sobre este tema, Lula disse ainda que “o Brasil tem inflação baixa, um projeto consistente de retomada de obras de infraestrutura, um governo responsável, reservas internacionais, recordes de balança comercial. A média de crescimento do PIB nos meus dois primeiros mandatos foi de 4,1% e agora, no terceiro, já estamos crescendo acima das expectativas do mercado“.
E se mostrou esperançoso sobre a redução da Selic, que assumiu em 2023 com 13,75% e agora está a 10,5%: “Eu espero que os juros baixem e que aproveitemos as oportunidades que a transição energética, nossa agricultura, nossas empresas e a inclusão dos mais pobres podem trazer para fazer a roda da economia girar e construirmos um crescimento inclusivo, sustentável, constante e mais vigoroso“.
Sobre o momento da escolha do novo presidente do Banco Central, Lula disse que o cargo exige “compromisso com o controle da inflação – até porque a inflação penaliza principalmente os mais pobres -, mas também com o crescimento do país“.
A argumentação do Presidente foi em resposta ao questionamento do site sobre o perfil que o governo deseja para o posto: um mais ortodoxo. Se no estilo de Henrique Meirelles ou mais heterodoxo, como os economistas mais ligados ao PT“.
O líder dos brasileiros concluiu dizendo que “precisa ser alguém com muito senso de responsabilidade com o Brasil“.
