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    Julia Zanatta defende escala 6×1 e passa vergonha ao ganhar “aula de história” de podcaster (vídeo)

    — calculando —
    Deputada federal bolsonarista Julia Zanatta (PL-SC) e o podcaster Rodrigo, do Podcast 3 Irmãos

    📷 A deputada federal bolsonarista, Julia Zanatta (PL-SC), e Rodrigo, do ‘Podcast 3 Irmãos’; parlamentar defendeu a posição dos patrões e o apresentador a colocou no mesmo lugar que setores defensores dos senhores de escravos na luta pelo fim da escravidão / Imagens reprodução de vídeo / Redes Sociais | 6.6.2026

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    06 de junho de 2026

    A deputada federal Julia Zanatta foi uma das poucas parlamentares da oposição a comparecer à Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute a escala 6×1, conforme argumentou na plataforma social de microblog X seu homólogo Alencar Santana (PT-SP).

    Enquanto a maioria dos bolsonaristas evitou o debate, ela defendeu abertamente os interesses dos patrões e recebeu críticas duras de representantes sindicais.

    A Câmara dos Deputados aprovou, em 27 de maio, a PEC 221/2019 em dois turnos.

    O texto reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, garante duas folgas consecutivas e extingue a escala 6×1 com transição de até 14 meses.

    A proposta segue agora para o Senado Federal, onde o presidente Davi Alcolumbre já adiantou que não haverá “carimbo” e a matéria passará pelas comissões.

    Durante a tramitação, Julia Zanatta apresentou emendas para alongar a transição para 12 anos e condicionar a redução ao crescimento do PIB.

    Em sessão da comissão, a parlamentar questionou “quem vai pagar essa conta” e foi vaiada por trabalhadores presentes.

    A polêmica ganhou novo capítulo no podcast 3 Irmãos, que foi ao ar recentemente. No programa, Julia Zanatta reafirmou que não é contra o fim da escala 6×1, mas contra a mudança “por uma canetada de um parlamentar”.

    O apresentador Rodrigo respondeu com uma “aula de história”, lembrando que setores econômicos também resistiram ao fim da escravidão e à criação do salário mínimo.

    Trechos do episódio viralizaram e foram compartilhados pelo próprio Alencar Santana nas redes.


    A participação de Julia Zanatta revela o fosso entre o discurso conservador e a realidade dos trabalhadores que, há décadas, acumulam jornadas exaustivas sem ganho proporcional de produtividade.

    Estudos citados na comissão indicam que a redução da jornada pode elevar a eficiência e o consumo interno, fortalecendo a democracia econômica.

    A jornada de trabalho excessiva afeta principalmente setores como comércio, vigilância e limpeza urbana.

    A PEC 221/2019 representa, portanto, um passo concreto rumo à justiça social, equilibrando o poder entre capital e trabalho.

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    FAQ Rápido

    1. O que muda com a aprovação da PEC 221/2019?
    A jornada cai para 40 horas semanais com duas folgas obrigatórias, acabando com a escala 6×1 em todo o país.

    2. Por que Julia Zanatta votou contra?
    A deputada defendeu transição mais longa e argumentou que a mudança imediata prejudicaria empresas e, indiretamente, os próprios trabalhadores.

    3. Qual o próximo passo da proposta?
    A matéria aguarda despacho no Senado Federal e passará por comissões antes de votação em plenário.

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