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Alerta Máximo: segurança de ministros é reforçada ante iminente condenação de Bolsonaro

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    Ministros da
    Ministros da Primeira Turma do STF, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux – Montagem


    Supremo Tribunal Federal adota medidas extremas para proteger seus magistrados no julgamento inédito em que um ex-presidente será sentenciado à pena severa na Papuda, no caso da tentativa de golpe de Estado



    Brasília, 09 de setembro de 2025

    Com a proximidade do desfecho do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado, a segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) foi elevada a níveis máximos.

    Segundo informações da revista Veja, a inteligência do tribunal emitiu um alerta aos magistrados da Primeira Turma, recomendando que permaneçam reclusos e restrinjam agendas públicas.

    A orientação é clara: “os ministros devem seguir de casa para o tribunal e do tribunal para casa”, evitando deslocamentos desnecessários fora de áreas controladas pela segurança.

    Essa medida visa proteger os juízes contra possíveis atentados em um momento de alta tensão política.

    O julgamento, que investiga a suposta articulação golpista para subverter o resultado das eleições de 2022, entrou em sua fase decisiva.

    Nesta terça-feira (9/set), os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação de Bolsonaro e outros sete réus, incluindo os ex-ministros Walter Braga NettoAugusto HelenoPaulo Sérgio Nogueira, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

    A sessão foi retomada com o voto do relator Moraes, que classificou Bolsonaro como o “líder da organização golpista” e defendeu penas que podem ultrapassar 40 anos de prisão.

    O julgamento prosseguirá com os votos de Luiz FuxCármen Lúcia e Cristiano Zanin até quinta-feira (11/set), com a dosimetria das penas prevista para sexta-feira (12/set).

    A tensão em Brasília é agravada pela coincidência do julgamento com protestos marcados para o feriado de 7 de setembro, o que levou as forças de segurança a reforçar a proteção na Praça dos Três Poderes e nas residências dos ministros.

    O esquema de segurança inclui varreduras constantes e monitoramento ininterrupto do ambiente virtual para identificar ameaças.

    Além disso, Bolsonaro, que está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, é monitorado 24 horas por agentes da Polícia Federal em seu condomínio em Brasília, conforme determinação de Moraes.

    Outro fator que intensifica o clima é a pressão internacional.

    O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, impôs sanções ao Brasil e aos ministros do STF, alegando uma “execução política” contra Bolsonaro.

    Essas ações não influenciaram a tramitação do processo, mas geraram debates sobre soberania nacional. 

    Moraes rebateu as interferências, afirmando que “a soberania nacional jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida”.

    A delação premiada de Mauro Cid tem sido um ponto central no julgamento, embora questionada pelas defesas.

    Advogados, como José Luís Mendes de Oliveira Lima, que representa Braga Netto, alegam que Cid mudou versões e descumpriu termos da delação, o que comprometeria sua validade.

    Apesar disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR), liderada por Paulo Gonet, sustenta que Bolsonaro comandou uma organização criminosa que planejou o “Punhal Verde e Amarelo”, um esquema que incluía o sequestro e assassinato de autoridades como MoraesLula e Geraldo Alckmin.

    O julgamento, que pode marcar a primeira punição de um ex-presidente brasileiro por tentativa de golpe, é considerado histórico.

    Em caso de condenação, recursos como embargos infringentes podem ser apresentados, mas a tendência é de que o veredicto seja proclamado até sexta (12/set).

    A decisão do STF pode redefinir os rumos da política brasileira, em um momento de polarização e desafios à democracia.



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