Juiz menciona suspeição de Moro em decisão que permite tuíte de Glenn chamando-o de corrupto

Desembargador do Paraná afirmou que a publicação do jornalista está dentro dos limites da liberdade de expressão e lembrou o julgamento do STF que revelou perseguição a LULA

O desembargador Hélio Henrique Lopes Fernandes Lima, do Tribunal de Justiça do Paraná, suspendeu uma decisão que determinava que postagens de Glenn Greenwald sobre Sergio Moro fossem apagadas.

O jornalista chamou o ex-juiz e agora político de corrupto e lembrou que ele ordenou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que era o líder das pesquisas de intenções de voto na eleição presidencial de 2018, para impedí-lo de disputar o pleito e, em seguida, ocupar o cargo de ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro.

Após ação judicial do ex-juiz da “lava jato”, Lima entendeu que a exclusão dos tuítes seria um ato irreversível e resultaria na perda do objeto de recurso do jornalista e que a tutela de urgência concedida pelo juiz de piso configurou censura prévia intolerável e impõs obrigação ao Twitter e ao Google que é estranha ao processo.

O magistrado afirmou que a publicação de Glenn Greenwald está dentro dos limites da liberdade de expressão na internet e lembrou o julgamento do Supremo Tribunal Federal que declarou a suspeição do ex-juiz nos processos envolvendo o ex-presidente, conforme informou o portal jurídico Conjur.

A suspensão é válida até que o recurso seja analisado pelo colegiado da 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná.

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