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‘Jovens representam 71% dos 343 mil novos postos de trabalho’ comemora Lula sobre resultados da Indústria

    O Presidente Lula e a Primeira-Dama Rosângela Lula Silva | Foto de Carl de Souza / AFP

    Somente em agosto, os empregos industriais somaram 51.634, sendo que 50.915 vieram da indústria de transformação (98%), com destaques para os setores de Alimentação (18.455), Automotivo (3.846), Borracha e Plástico (2.898), Couro e Calçados (2.808), Derivados e Petróleo (2.762) e Móveis (2.706)

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    O setor industrial brasileiro vive um momento de retomada, com um crescimento de 82,5% no número de empregos entre janeiro e agosto deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na última sexta-feira (27/9), informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

    Os números mostram que a indústria criou 343.924 novos postos de trabalho no período, um salto em relação aos 188.427 registrados em 2023. Desse total, 71% das vagas foram ocupadas por jovens entre 18 e 29 anos, demonstrando a importância do setor para a geração de oportunidades para os mais jovens.

    Entre os estados, São Paulo liderou a criação de vagas, seguido por Minas Gerais, Pernambuco e Alagoas. Entre os 10 estados que mais abriram vagas na indústria, cinco são do Nordeste, três do Sudeste e dois do Sul, a saber: SP (9.469), MG (6.689), PE (6.498), AL (4.166), PB (3.479), RJ (3.105), CE (2.9420), PR (2.654), SC (2.518) e BA (1.922).

    Somente em agosto, os empregos industriais somaram 51.634, sendo que 50.915 vieram da indústria de transformação (98%). Os destaques foram para: Alimentação (18.455), Automotivo (3.846), Borracha e Plástico (2.898), Couro e Calçados (2.808), Derivados e Petróleo (2.762) e Móveis (2.706).

    O Nordeste foi a região que mais se destacou no mês, com um saldo positivo de 21.706 empregos. Em seguida, vêm Sudeste (20.026), Sul (4.996), Centro-Oeste (2.565) e Norte (2.342).

    Entre os programas e ações do governo que têm contribuído para o crescimento da indústria e gerado investimentos privados estão o Mover (automotivo), a Depreciação Acelerada (modernização do parque industrial para 23 setores), a retomada do Reiq (Indústria Química) e o Brasil Semicon e a Lei de TICs (semicondutores e eletroeletrônicos), entre outros.

    Além disso, a Nova Indústria Brasil (NIB), lançada em janeiro, está disponibilizando R$ 342 bilhões em créditos e subvenções para projetos de inovação, sustentabilidade e produtividade em várias áreas, por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), do BNB (Banco do Nordeste do Brasil), do Basa (Banco da Amazônia S.A.) e da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial).

    Como resultado, o setor produtivo já anunciou planos de investimentos superiores a meio trilhão de reais para os próximos anos, sendo R$ 130 bi do setor Automotivo, R$ 120 bi de Alimentos, R$ 105 bi de Papel e Celulose, R$ 100 bi de Semicondutores e Eletroeletrônicos, R$ 100 bi da Siderurgia e R$ 39,5 bi do complexo industrial da Saúde.

    Em agosto, a indústria de transformação foi a grande responsável pela geração de empregos, concentrando 98% das novas vagas. Os setores de Alimentação, Automotivo, Borracha e Plástico, Couro e Calçados, Derivados e Petróleo, e Móveis foram os que mais contrataram.

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