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Jovem Pan em desgraça por culpa de Bolsonaro: MPF exige cassação de concessões por fake news em 2022

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    O ex-presidente
    O ex-presidente Jair Bolsonaro em entrevista à Jovem Pan – Imagem reprodução redes sociais


    Investigação revela abusos graves na radiodifusão e ameaça à estabilidade institucional brasileira – SAIBA MAIS



    Brasília, 18 de setembro de 2025

    O Ministério Público Federal (MPF) apresentou, na segunda-feira (15/set), suas alegações finais em uma ação civil pública ajuizada em 2023 contra a Jovem Pan.

    O órgão requereu à Justiça Federal de São Paulo o cancelamento das três concessões de radiodifusão da emissora, além de uma indenização de R$ 13,4 milhões por danos morais coletivos.

    As acusações centram-se na suposta veiculação sistemática de informações falsas e incitações à desordem durante as eleições presidenciais de 2022, o que, segundo o MPF, contribuiu para um clima de insurreição e minou a confiança nas instituições democráticas.

    O procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto em São Paulo, Yuri Corrêa da Luz, titular da ação, classificou a Jovem Pan como indigna das concessões públicas, argumentando que a emissora atuou como principal caixa de ressonância para discursos golpistas.

    De acordo com o documento, mais de 20 comentaristas da rádio disseminaram alegações infundadas sobre fraudes nas urnas eletrônicas, mesmo após relatórios do Ministério da Defesa atestarem a lisura do pleito.

    A veiculação sistemática, pela emissora, de informações falsas, acompanhadas de incitações reiteradas à desordem e à intervenção das Forças Armadas sobre os Poderes constituídos, foi um dos componentes essenciais para o clima de insurreição que os golpistas pretendiam instaurar.

    Foram delitos graves, declarou o MPF em nota oficial. A ação, identificada pelo número 5019210-57.2023.4.03.6100, destaca que a linha editorial da Jovem Pan deu espaço a apelos por ruptura institucional, incluindo intervenção militar e desobediência a ordens judiciais, o que teria pavimentado o caminho para atos como os de 8 de janeiro de 2023 em Brasília.

    O MPF também requer que a emissora veicule, por quatro meses, pelo menos 15 spots diários de 2 a 3 minutos com informações chanceladas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a segurança do voto eletrônico.

    Além disso, o órgão pediu a preservação de conteúdos no YouTube da Jovem Pan, solicitando ao Google a disponibilização de links em nuvem para análise judicial.

    Em resposta veemente, a Jovem Pan emitiu uma nota lamentando a conduta indevida do MPF ao divulgar informações que considera equivocadas.

    A emissora reforçou que não é ré em nenhuma das ações penais julgadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nem investigada em inquéritos relacionados à trama golpista.

    Em resposta à nota publicada pelo Ministério Público Federal em seu site nesta segunda-feira (15/set), a Jovem Pan informa que não comenta ações em curso, que mantém sua plena confiança no Poder Judiciário, e que a íntegra das suas alegações finais pode ser consultada no site da Justiça Federal, mediante busca ao processo nº 5019210-57.2023.4.03.6100, afirmou o comunicado.

    A rádio, com mais de 80 anos de história, reiterou seu compromisso com a democracia, com os Poderes e Instituições que sustentam a nossa República e com a nossa Constituição cidadã, que tem como um de seus pilares a liberdade de expressão.

    Atualizações recentes sobre o tema revelam reações polarizadas no ecossistema midiático.

    A coluna Outro Canal, do F5, foi a primeira a noticiar os argumentos finais do MPF, destacando os delitos graves cometidos pela emissora.

    O UOL Notícias enfatizou o papel da Jovem Pan na radicalização da esfera pública, conectando o caso à recente condenação de Jair Bolsonaro (PL) pela Primeira Turma do STF na trama golpista.

    A revista VEJA corroborou as acusações, apontando que a Jovem Pan lucrou quase R$ 10 milhões em 2022 ao alinhar-se a narrativas antidemocráticas.

    Por outro lado, a Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (Fenaert) classificou o pedido como medida extrema e desproporcional, em nota divulgada pelo UOL, defendendo os limites da liberdade de imprensa em concessões públicas.

    Perspectivas críticas também emergem. O editorial da Gazeta do Povo chamou o pedido de absurdo e atentado à liberdade de imprensa, alertando para precedentes devastadores contra veículos oposicionistas.

    Sites como Gazeta Brasil e Rádio Sampaio detalharam as acusações de difusão de discurso golpista, enquanto TVPop previu julgamento até novembro de 2025.

    A Advocacia-Geral da União (AGU) não aderiu ao pedido de cassação em manifestações anteriores, o que pode influenciar o desfecho.

    O caso, que não afeta o canal de TV paga ou o YouTube da Jovem Pan, reacende debates sobre regulação midiática em tempos de polarização, especialmente após o rompimento de um possível acordo em fevereiro de 2024, conforme reportado pelo F5.

    Analistas sugerem que a decisão judicial pode redefinir os contornos da radiodifusão no Brasil, equilibrando liberdade de expressão e responsabilidade pública.

    O processo segue em tramitação, com expectativa de impacto duradouro no cenário comunicacional nacional.



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