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    Lula disfarçou com um café e evitou a lágrima: legado político foi reconhecido ao vivo por jornalista emocionada (vídeo)

    O amor ❤️ incondicional, fruto da relação de representação substantiva de defesa benévola, equânime e altruísta dos interesses de um grupo do qual o Presidente não pertence, se perpetua “no ar” e viraliza desde a declaração de Luciana Barreto no programa ‘Sem Censura’ – ASSISTA

    Ciro Nogueira e seu avião bloqueado por André Mendonça

    O presidente Lula bebe um cafezinho durante depoimento da jornalista Luciana Barreto, no no programa ‘Sem Censura’, da TV Brasil |22.5.2026| Imagem reprodução TV Brasil [digital remaster upscaling photo]

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    21 de maio de 2026, 19h30

    A jornalista Luciana Barreto protagonizou um dos momentos mais comoventes da televisão brasileira recente ao entrevistar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no programa “Sem Censura” da TV Brasil, na sexta-feira (22/mai).

    Com a voz embargada e às lágrimas, a âncora do “Repórter Brasil Tarde” afirmou que tentava “fingir normalidade”, mas não conteve a emoção ao perceber o significado histórico da cena: duas mulheres negras integravam a bancada responsável por entrevistar o chefe do Executivo.

    O episódio ocorreu ao vivo, na sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) em Brasília, e rapidamente viralizou nas redes sociais.

    A comoção teve início quando Luciana Barreto dirigiu-se ao presidente com uma declaração que expunha décadas de exclusão e a força das políticas públicas de inclusão.

    “Eu estou aqui fingindo normalidade, mas na verdade a gente está diante, na bancada, de duas mulheres negras. O senhor está entre duas mulheres negras entrevistando o presidente da República. Eu nem lembro se isso já aconteceu neste país”, disse.

    Lula balançou a cabeça negativamente e respondeu: “Nunca”.

    A partir daí, Barreto aprofundou o simbolismo do momento, vinculando-o diretamente às conquistas sociais das últimas duas décadas. 

    “Isso é graças a políticas públicas que permitiram a mobilidade social. Então isso me emociona muito, presidente. Estar aqui, agora, fazendo parte da bancada entrevistando o presidente da República”, prosseguiu.

    A denúncia contra o racismo estrutural

    A emoção da jornalista, no entanto, não era apenas de alegria. Luciana Barreto, que é mestre em Relações Étnico-Raciais e construiu carreira no Grupo Globo, GNT, BandNews e CNN Brasil antes de retornar à TV Brasil em 2024, também aproveitou o palanque para expor uma realidade dura.

    Ela lembrou que o avanço social da população negra tem sido recebido com hostilidade em certos setores.

    “Sei que o senhor também é uma pessoa que esteve muito envolvida nas últimas décadas para que a população preta tivesse mobilidade social. Mas isso tem sido também um ativo de ódio. Nós, mulheres negras, somos também o alvo do discurso de ódio, nas redes sociais especialmente”.

    Com firmeza, a apresentadora completou: “Esse discurso de ódio tem a ver com a mobilidade social. Nos querem na cozinha, presidente. Mas a gente está aqui entrevistando o presidente da República”.

    A fala de Luciana Barreto tocou em um ponto nevrálgico da política brasileira: a reação conservadora ao empoderamento de grupos historicamente marginalizados. A frase “nos querem na cozinha” ressoou como uma denúncia do racismo estrutural que ainda persiste na sociedade brasileira.

    A resposta de Lula e o exemplo da USP

    O presidente Lula respondeu às colocações da jornalista com uma defesa enfática das políticas de ação afirmativa e compartilhou exemplos concretos de transformação social. Ele afirmou que a criação de medidas inclusivas sempre enfrentou resistência.

    “É sempre muito difícil. Toda vez que a gente tenta criar uma coisa nova, aparecem pessoas dizendo ‘olha, custa muito; não precisa’. Aí apareciam os preconceituosos: ‘você vai tirar meu filho da escola para colocar um negro?’”.

    Lula rebateu essa lógica discriminatória com uma explicação simples e direta sobre igualdade de oportunidades: “Eu não vou tirar teu filho para colocar um negro. Eu quero que o negro tenha a mesma oportunidade que o teu filho. É só isso que eu quero. Eu não quero tirar a filha da patroa para colocar a filha da empregada doméstica. Eu só quero que a filha da empregada doméstica tenha as mesmas chances da sua filha, que vá para a mesma escola, que tenha o mesmo professor e que dispute a mesma vaga”.

    O presidente citou ainda dados sobre a transformação no perfil do ensino superior público como evidência do sucesso dessas políticas. “Eu fui na USP num tempo desse. A USP era uma universidade de branco. Hoje, 50% da USP é de meninos negros e pardos da periferia”, declarou, referindo-se à Universidade de São Paulo.

    Lula também compartilhou uma história pessoal para ilustrar o preconceito enfrentado por estudantes negros: “Eu lembro de uma menina que a gente colocou na universidade lá em Minas Gerais e ela dizia para mim: ‘presidente, toda vez que eu entro na sala de aula, as minhas amigas mais ricas nem olham para mim’. Eu falava para ela: ‘não se preocupe, não fique chateada; vença. Quando você vencer, as pessoas vão te respeitar’”.

    A bancada histórica do ‘Sem Censura’

    O programa “Sem Censura”, apresentado por Cissa Guimarães, tem se consolidado como um espaço relevante de debate público desde sua reestreia em 2024. A atração, que completa 40 anos em 2025, foi vencedora do Prêmio APCA de melhor programa de televisão em 2024 e finalista no ano seguinte, além de ter conquistado por duas vezes o Prêmio Melhores do Ano NaTelinha na categoria Melhor Programa de Entrevistas.

    A edição especial que recebeu o presidente contou com uma bancada diversa: além de Luciana Barreto, participaram Nath Finanças (especialista em educação financeira e influenciadora digital) e Muka (produtor de conteúdo e jornalista da EBC).

    A diretora-presidente da EBCAntonia Pellegrino, celebrou a participação inédita: “Pela primeira vez, um presidente da República em exercício participa do programa”.

    O episódio transcende o factual e ingressa no campo do simbolismo político. A emoção de Luciana Barreto não foi um ato de fragilidade, mas um reconhecimento público de que o lugar de fala de mulheres negras na grande mídia ainda é uma conquista recente e frágil.

    A viralização do vídeo — impulsionada pela identificação de milhões de brasileiros com a cena — demonstra que a luta por representatividade e justiça social continua no centro do debate democrático.

    A participação de Lula no programa, por sua vez, reforça a estratégia de comunicação do governo de se expor a diferentes formatos midiáticos para dialogar diretamente com a população, especialmente sobre os legados de suas gestões nas áreas de educação e inclusão social.

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    FAQ Rápido

    1. Quem é Luciana Barreto, a jornalista que se emocionou com Lula?
    Luciana Barreto é jornalista, mestre em Relações Étnico-Raciais, editora-chefe do “Repórter Brasil Tarde” da TV Brasil. Trabalhou no Grupo Globo, GNT, BandNews e CNN Brasil antes de retornar à EBC em 2024.

    2. O que Lula respondeu à fala de Luciana Barreto sobre mulheres negras?
    Lula afirmou que políticas de inclusão sempre enfrentaram resistência, defendeu igualdade de oportunidades e citou que hoje 50% dos alunos da USP são negros ou pardos da periferia.

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