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Jornalista do SBT é avisado sobre ataques aéreos na cidade ucraniana de pernoite após 13 h de viagem

    O correspondente do SBT na Ucrânia, Sérgio Utsch, em foto/reprodução da emissora. Ao fundo, a imagem da estrada paralisada foi capturada pelo jornalista, após ter deixado a capital Kiev e viajado por13 horas, sob constantes ameaças de ataques aéreos da Rússia | Sobre posição de imagem


    PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

    Estamos absolutamente exaustos … trânsito parado mais uma vez … as sirenes soaram”, tuitou Sérgio Utsch

    Estamos há quase 13 horas na estrada, absolutamente exaustos. E somos avisados agora que as sirenes que alertam sobre ataques aéreos soaram na cidade onde pretendemos, ou pretendíamos passar a noite. Trânsito parado mais uma vez, disse o correspondente da emissora SBT, direto da Ucrânia, em um tuíte que foi ao ar às 15h08 do horário de Brasília de ontem (1/3), quando lá a hora marcava 20h08.

    Veja abaixo e leia mais a seguir:

    Utsch afirmou que tem uma estratégia de sobrevivência. Ele disse que segue orientações das autoridades locais, como manter luzes dos cômodos voltados para a rua apagadas.

    Um dos procedimentos de segurança adotados em Kiev é apagar as luzes dos cômodos posicionados para a rua. É uma precaução pra não chamar a atenção e não virar alvo. Vamos entrar ao vivo daqui a pouco no SBT Brasil de um ambiente interno. Não vai ter vista, mas tem informação”, disse o profissional do SBT na mídia social, ao se preparar para a transmissão na emissora.

    Veja abaixo e leia mais a seguir:

    Na cidade que ficou para trás, Kiev, devido aos alertas de bombardeios, o jornalista postou imagens da neve que caiu durante toda a noite.

    Veja abaixo e leia mais a seguir:

    Depois que teve que mudar seus planos após as 13 horas de viagem, Utsch fez um comentário pedindo para que os paulitanos irritados com o trânsito de São Paulo comparem-no com o que ele está passando:

    Paulistanos, quando der aquela vontade de reclamar do trânsito da Marginal, lembrem-se dessa cena: milhares de pessoas fugindo de bombardeios, sem acesso fácil a combustível, banheiro e comida, com a sensação térmica de 5 negativos lá fora”, disse o correspondente.

    Durante o trajeto, Utsch fotografou uma placa de sinalização de trânsito improvisada para a guerra contra a Rússia, na qual era vista a imagem do presidente da Federação com uma faixa diagonal vermelha sobre seu rosto, o que significa “proibido Putin”.

    Por fim, o jornalista se sentiu mais aliviado ao ter como anfitriã uma “babushka [avó em russo]” que era parte de um grupo de “ucranianos muito generosos“. Utsch disse que ela deu a “Norton Rapesta [o embaixador do Brasil na Ucrânia, que se encontrava também em Kiev e viaja com a equipe do corerspondente] um santinho pra proteger vocês” (vide fotos).

    Muitas barreiras pra checagem de documentos“, relatou Utsch. “Em menos de 20 quilômetros de percurso, passamos por 2. Na última, além do carro, nós também fomos revistados“.

    Decepção: Uma “fila quilométrica de carros perto de Lviv. Sirenes soam ao fundo, alertando sobre ataques aéreos. Não há pra onde correr“, postou Utsch.

    Em seguida, Utsch diz que “foi sufoco, mas entramos” em Lviv – cidade de 800 mil habitantes no oeste da Ucrânia, perto da fronteira com a Polônia, que teve soberania polonesa em 1340, austríaca em 1772, novamente polonesa em 1919 e finalmente ucraniana em 1939.

    Há cerca de duas horas, até o fechamento da edição desta matéria, a última postagem de Utsch era sobre a chegada em Lviv, às 07h58 do horário de Brasília, ou 12h58 local. Eles posaram com a bandeira do Brasil a partir de um escritório da Embaixada brasileira, que é o “principal ponto de saída da Ucrânia no momento“.

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