Segundo Ricardo Kotscho, “muitos colegas e sábios em geral agora se tornaram ombudsmen de Lula 3, dizendo o que o presidente pode ou não fazer e dizer, também me sinto no direito, em nome da nossa velha amizade” – Ele foi o 1º ‘Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República‘ do estadista
Para o jornalista Ricardo Kotscho – 1.º Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência do Brasil durante o período de 1º de janeiro de 2003 a 30 de novembro de 2004, na primeira gestão do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), “até os mais aguerridos opositores do atual governo haverão de reconhecer que já voltamos a respirar e dormir melhor, sem sobressaltos diários, voltando a fazer planos pessoais, profissionais e empresariais, e botando fé num futuro melhor“.
O jornalista lembra que Lula dizia à equipe ministerial, antes da primeira posse como Presidente do Brasil, em 2003, há 20 anos: “Nós só não podemos errar na economia“. E, hoje, Lula volta a acertar “em cheio, com a escolha de Fernando Haddad para o Ministério da Fazenda, um auxiliar lúcido e sereno, que acalmou os mercados e os sindicatos e forneceu ao governo recursos para voltar a investir em políticas públicas e sociais, abandonadas no governo anterior“.
Kotscho se referiu ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PT), que se tornou o primeiro chefe do Executivo a não conseguir uma reeleição e ainda foi duplamente declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
“A aprovação da reforma tributária, esta semana, foi a cereja do bolo num bom ano na economia, com emprego e renda crescendo, inflação e juros caindo“, prossegue o jornalista em seu artigo no ‘UOL‘. Segundo Kotscho, Lula sabe que “precisamos melhorar em outras áreas, principalmente na articulação política, para o governo não ficar tão exposto às chantagens do insaciável centrão“.
E dá algumas sugestões para que o Presidente tenha sua “vida que segue” em dia durante o decorrer de 2024. Segundo o jornalista, elas “poderiam ajudar o presidente e seu governo”, mas“sem querer ensinar o Pai Nosso ao vigário“.
LEIA OS 4 CONSELHOS DO AMIGO DO PRESIDENTE
“Falar menos Lula tem falado demais, aqui dentro e lá fora, criando atritos desnecessários que só prejudicam a ele e ao seu governo nas relações internacionais e no seu propósito de pacificar o país.
Para que ainda falar tanto de Bolsonaro? Todo mundo já sabe quem ele foi e quem ele é. Melhor guardar as palavras para ocasiões especiais, em que ele tenha algo de bom e de novo para anunciar e inspirar bons sentimentos na população“.
“Viajar menos Tudo bem que era preciso no primeiro ano avisar ao mundo que “o Brasil voltou” e reconquistar a posição de destaque do país nos fóruns internacionais, em especial nas discussões sobre os desafios climáticos e a preservação do meio ambiente. Mas agora é tempo de se voltar para dentro, arrumar a cozinha da política interna e fazer visitas pontuais aos estados para discutir o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e os projetos regionais. E dedicar mais tempo a conversar com os seus ministros, de preferência em audiências individuais, porque ninguém gosta de ser criticado e cobrado na frente dos outros. Como são 38, ele poderia receber dois por dia útil em Brasília“.
“Ouvir mais Lula costumava dizer que Deus nos deu uma boca e dois ouvidos para que as pessoas ouçam mais os outros e falem menos, mas nem sempre segue esse conselho. Em suas viagens aos estados, ele poderia reservar um tempo para ouvir representantes da sociedade civil sobre os rumos do governo. Assim evitaria comprar muitas brigas ao mesmo tempo e poderia balizar melhor suas prioridades, sem ser surpreendido por demandas que não conhecia. O Conselhão é uma boa ideia, mas só se reuniu duas vezes este ano e conversar com 300 pessoas é difícil.
“Ajustar o ministério Assim como acertou com Haddad na Fazenda, Lula também escolheu bons quadros para os principais ministérios, a começar por Educação, Saúde, Justiça e Direitos Humanos, por exemplo, mas também foi obrigado a abrigar alguns cacarecos, em nome da governabilidade da frente ampla montada na eleição, que lhe deu um Congresso de direita para um governo de esquerda. Poderia aproveitar esse recesso de fim de ano para pensar num ajuste geral – de preferência, de uma vez só, para evitar as intermináveis pressões e especulações– a ser anunciado na reabertura do Congresso. Ano novo, novos nomes, para garantir uma base realmente aliada, e não ser obrigado a fazer novas concessões a cada votação importante. É o que temos para hoje, nesta antevéspera do Natal, que promete ser melhor para a maioria dos brasileiros, segundo todos os dados sociais e econômicos disponíveis“.
“Feliz 2024!
Vida que segue!“
