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Messias critica lava jato comandada por Moro em tese de doutorado e se consolida favorito à vaga no STF

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    JORGE MESSIAS
    JORGE MESSIAS (AGU) – Foto de Emanuelle Sena-Ascom da AGU


    Texto explora visões ousadas sobre política e Judiciário que desafiam narrativas estabelecidas e impulsionam debates nacionais sobre democracia



    Brasília, 21 de outubro 2025

    Em meio à disputa pela sucessão do ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF), o nome do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, ganha força não apenas por sua trajetória política, mas por um trabalho acadêmico que sintetiza uma visão contundente sobre os últimos anos da política brasileira.

    Sua tese de doutorado, defendida em 2024 na Universidade de Brasília (UnB), serve como um manifesto de seu pensamento jurídico e político.

    Intitulada “O Centro de Governo e a AGU: estratégias de desenvolvimento do Brasil na sociedade de risco global”, a obra de 328 páginas apresenta uma análise crítica sobre a Operação Lava Jato, comandada pelo ex-juiz Sergio Moro, que dizia que jamais seria político, mas virou ministro da Justiça do ex-presidente hoje condenado por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro, se desentendeu e virou senador.

    Conforme mostrou o Brasil de Fato, na sexta-feira (17/out), a tese de Jorge Messias na UnB, que teve repercussão nesta terça-feira (21/out) em O Globo, Estadão e Veja, acusa a operação de ter “criminalizado a política de forma irresponsável”, aprofundando a crise institucional e abrindo caminho para o que ele identifica como um projeto “ultraliberal” a partir de 2016.

    Em sua visão, as investigações, ainda que fundamentais, agiram de modo superficial, criando um ambiente de deslegitimação de investimentos estatais e intensificando a polarização no país – uma narrativa que encontra eco nas decisões recentes do STF para revisar supostos excessos da época.

    As críticas na tese são abrangentes e diretas. Messias classifica o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff como um “golpe” e aponta o que enxerga como autoritarismo nas condutas do STF durante os julgamentos do Mensalão e da própria Lava Jato, especialmente em prejuízo dos interesses do Partido dos Trabalhadores (PT).

    Paradoxalmente, ele também exalta a atuação da Corte ao frear os abusos da operação e reverter condenações, posicionando o Supremo como uma barreira essencial contra as “ameaças golpistas” que, em sua avaliação, se intensificaram no governo de Jair Bolsonaro.

    Com 75 citações a Luiz Inácio Lula da Silva, a tese vai além da análise do passado recente. Jorge Messias defende o ativismo judicial como parte inerente da institucionalidade brasileira pós-Constituição de 1988.

    Para ele, esse ativismo é uma ferramenta crucial para enfrentar desafios globais, como o poder monopolista das big techs e a epidemia de desinformação.

    Essa fundamentação acadêmica transforma a tese em mais do que um documento; ela é a bússola que orienta a atuação de Messias e explica por que ele é considerado o favorito do presidente Lula para a vaga.

    Sua possível ida ao STF sinalizaria uma mudança de paradigma, potencialmente redefinindo jurisprudências em áreas sensíveis como regulação da mídia digital e a defesa de direitos sociais.

    A análise de Jorge Messias reacende um debate fundamental: onde traçar a linha entre o combate implacável à corrupção e a preservação da estabilidade das instituições democráticas?

    Sua tese é, portanto, uma leitura indispensável para quem deseja compreender as forças que moldarão o futuro do Poder Judiciário e da democracia no Brasil.



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    1 comentário em “Messias critica lava jato comandada por Moro em tese de doutorado e se consolida favorito à vaga no STF”

    1. Manoel Magalhães

      Excelente matéria! Mas, URGENTE SE FAZ a REGULAMENTAÇÃO DE TODAS AS MÍDIAS e não apenas das mídias sociais. Estamos atrasadíssimos. A Inglaterra e a França, ainda, o fizeram no século passado.

    Os comentários estão fechados.

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