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Jorge Messias no STF: aliados confiam em vitória esmagadora

    Reaproximação presidencial pode desarmar resistências e garantir vaga na Suprema Corte, mas opositores tramam contra

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    O ministro
    O ministro da Advocacia Geral da União (AGU), Jorge Messias, em sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) / Foto: Daniel Estevão/AscomAGU | Ao fundo, os ministros atuais da Corte e o procurador-geral da República

    RESUMO

    A indicação de Jorge Messias ao STF avança com otimismo de aliados, que preveem aprovação “com louvor” após reaproximação entre Lula e Alcolumbre. Apesar de resistências iniciais e necessidade de 41 votos no Senado, uma rede incluindo Mendonça e Nunes Marques impulsiona o processo. Sabatina pendente para 2026 pode selar o destino, equilibrando acenos evangélicos e negociações políticas. Fontes destacam bastidores tensos, mas tendência favorável.


    Brasília (DF) · 12 de janeiro de 2026

    A indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) ganha contornos de uma batalha estratégica, com aliados do governo projetando uma aprovação robusta no Senado Federal.

    Atual Advogado-Geral da União, Messias foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em novembro de 2025 para ocupar a vaga aberta na Corte, sucedendo a um perfil que equilibra expertise jurídica com afinidades evangélicas, em um aceno calculado ao segmento religioso no Congresso Nacional.

    A expectativa otimista surge após uma reaproximação notável entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que havia manifestado resistências iniciais à escolha, preferindo nomes internos como o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    Conversas reservadas, incluindo um jantar de fim de ano no Palácio da Alvorada, selaram uma trégua, dissipando tensões acumuladas desde o final de 2025.

    Aliados próximos a Alcolumbre agora estimam até 60 votos favoráveis a Messias, um placar que superaria o mínimo exigido de 41 entre os 81 senadores, refletindo um otimismo que contrasta com prognósticos mais cautelosos de meses atrás.

    De acordo com fontes do entorno governista, essa virada se deve à mobilização de uma rede influente, incluindo ministros do STF como André Mendonça e Kassio Nunes Marques – ambos indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e com laços evangélicos semelhantes aos de Messias.

    Essa coalizão atípica, que transcende divisões ideológicas, tem operado nos bastidores para angariar apoios, com Mendonça atuando como ponte junto a parlamentares religiosos.

    O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), reforça essa visão, afirmando que, apesar de ausências de consenso, os votos necessários serão garantidos por meio de negociações persistentes.

    Contudo, o caminho não é isento de obstáculos. Em dezembro de 2025, aliados de Alcolumbre ventilavam a possibilidade de até 50 votos contrários, sinalizando uma articulação opositora que poderia forçar Lula a intervir diretamente para evitar um revés humilhante.

    A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), inicialmente agendada para 10/dez, foi adiada em virtude do recesso parlamentar e permanece sem data definida, mas com perspectivas para as primeiras semanas de 2026.

    O relator da indicação, cujo parecer deve ser apresentado em breve, já sinalizou inclinação favorável, o que pode inclinar a balança.

    Em meio a esse embate, Messias tem adotado uma postura conciliadora, elogiando publicamente Alcolumbre e defendendo que os tribunais devem deferir às escolhas do Legislativo, uma declaração que ecoa em outubro de 2025 e visa mitigar críticas sobre interferências judiciais.

    Analistas como o cientista político consultado pelo Brasil de Fato, preveem que, apesar de eventuais “pirotecnias” na sabatina, a tendência histórica favorece a aprovação, com Messias necessitando capturar votos da oposição para consolidar sua ascensão.

    Segundo a CNN Brasil, o otimismo governista se baseia em mensagens do Planalto indicando que as relações “deram uma boa distensionada“, embora senadores mantenham reações mais comedidas.

    “As mensagens que chegam do entorno do presidente da República vêm no sentido de que a relação deu uma boa distensionada“, detalha a analista Isabel Mega.

    A Veja destaca o dilema interno: conselheiros de Messias veem apenas duas saídas – intervenção direta de Lula ou um placar desfavorável.

    Essa indicação não apenas testa a coesão da base aliada, mas também redefine equilíbrios no STF, onde Messias, com sua trajetória na AGU, promete aportar uma visão equilibrada entre poderes.

    Até esta segunda-feira (12/jan), o desfecho permanece incerto, mas as projeções de aliados sugerem um triunfo que poderia fortalecer o mandato de Lula em um ano pivotal para reformas institucionais.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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