
WILLIAN BONNER do Jornal Nacional apresenta matéria sobre alerta de funcionário do INSS em 2020 – imagem reprodução
Investigações sobre os descontos ilegais só avançaram em 2025, revelando esquema de R$ 6,3 Bilhões – ASSISTA e SAIBA MAIS
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Brasília, 14 de maio de 2025
Um servidor do INSS denunciou à Polícia Federal, em 2020, descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas, apontando um aumento anormal de filiados à Conafer, que saltou de 18 mil para 215 mil em meses, mesmo com seu acordo suspenso.
Ameaçado de morte, ele revelou ao Jornal Nacional, da Rede Globo, que a Diretoria de Atendimento do INSS, sob Jobson de Paiva Salles, reverteu a suspensão, permitindo a continuidade dos desvios.
O techo da reportagem do JN foi postado pelo deputado federal e líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), em sua conta oficial na plataforma social de microblog X:
“Só com Lula no governo, a operação andou e os culpados começaram a cair”, escreveu o parlamentar na mensagem em que compartilhou a mídia, acrescentando: “Essa é a roubalheira que eles querem esconder“.
Em 2020, um servidor do INSS denunciou o esquema dos descontos indevidos. Foi ameaçado de morte. A Polícia Federal arquivou o caso. Só com Lula no governo, a operação andou e os culpados começaram a cair. Essa é a roubalheira que eles querem esconder. Confira o vídeo! pic.twitter.com/3aHHVZZODS
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) May 15, 2025
A Conafer, que homenageou Salles, aumentou os descontos de R$ 400 mil em 2019 para R$ 200 milhões em 2023, segundo a CGU.
A investigação inicial foi arquivada sem indiciamentos, mas a operação de abril de 2025 confirmou fraudes de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, atingindo 4,1 milhões de beneficiários.
A Polícia Federal identificou Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, como operador central, movimentando R$ 53,58 milhões e repassando R$ 9,32 milhões a servidores da cúpula do INSS.
A CGU revelou que 97,6% de 1.273 beneficiários entrevistados não autorizaram os descontos, muitas vezes feitos com assinaturas falsificadas.
O escândalo levou à demissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e à saída do ministro Carlos Lupi, que admitiu demora em agir após alertas em 2023.
A Folha de S. Paulo detalhou que associações cadastravam aposentados sem consentimento, dificultando cancelamentos, enquanto a BBC News Brasil destacou que fraudes menores já ocorriam nos governos Temer e Bolsonaro, mas explodiram em 2023.
Lupi, pressionado, negou omissão, mas atas do Conselho Nacional de Previdência mostram que ele foi alertado em junho de 2023, segundo o UOL.
O governo promete ressarcir vítimas, mas a Advocacia-Geral da União pediu o bloqueio de R$ 2,56 bilhões de 12 entidades. A oposição, liderada pelo PL, articula uma CPI, que pode desgastar o governo Lula em ano eleitoral.
A Brasil de Fato alerta que a CPI pode atingir o bolsonarismo, já que os convênios começaram em 2019.
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O novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, anunciou um plano de ressarcimento até maio de 2025, mas sem prazo definido, enquanto o governo enfrenta uma onda de desinformação com golpes prometendo falsos reembolsos.












