Jaques Wagner foi aos EUA em missão diplomática a pedido de LULA, que tende a vencer a eleição no 1º turno

O então ministro Chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, em visita à Base Aérea de Porto Velho, em 2015, durante o governo Dilma.

Ex-ministro das pastas do Trabalho, das Relações Institucionais e da Casa Civil nos governos do PT, o senador esteve em Washington para amenizar “desconfianças” entre as partes

O senador Jaques Wagner (PT-BA) esteve em abril em Whashington, nos EUA, reunido com autoridades do DOS (Department Of State – Departamento de Estado), em missão diplomática, a pedido do ex-presidente LULA, que se consolidou o líder de todas as pesquisas de intenções de votos nas eleição presidencial de outubro, a qual tende a vencer já no primeiro turno.

De acordo com o UOL, pessoas familiarizadas com o assunto disseram que se tratou de um esforço para superar a persistente desconfiança entre as partes. Tanto o Departamento de Estado norte-americano quanto o congressista se recusaram a comentar o encontro.

Jaques Wagner ajudou a fundar o PT e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) no Estado da Bahia, sendo umas das pessoas de confiança de LULA. O senador também foi Ministro do Trabalho em 2003 e em 2005 tornou-se ministro das Relações Institucionais, assumindo a coordenação política do governo e suas relações com o Congresso Nacional. Ainda comandou a Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República. Foi governador do Estado da Bahia a partir de 2006 e, no governo Dilma, foi Ministro-Chefe da Casa Civil, entre 2015 e 2016.

De acordo com a matéria, a viagem ressalta o ceticismo de LULA e de outros políticos de esquerda latino-americanos em relação ao governo dos EUA, bem como contrasta com a turnê de destaque de LULA pela Europa em novembro do ano passado, quando foi recebido pelos principais líderes franceses, alemães e espanhóis.

LULA suspeita que investigadores norte-americanos colaboraram com os promotores brasileiros que o colocaram na prisão no âmbito da operação Lava Jato, enquanto os EUA discordam do fato do ex-presidente apoiar publicamente Cuba e Venezuela.

A publicação afirma que fontes revelaram que as conversas entre Wagner e o DOS contornaram a viabilidade do terceiro mandato de LULA e como ele abordaria as relações com os EUA, especialmente na pauta do meio ambiente, que é um ponto de atrito importante entre Bolsonaro e Joe Biden.

Durante discurso em 9 de abril, na Brazil Conference, em Harvard e no Massachusetts Institute of Technology – evento anual promovido por estudantes brasileiros na região de Boston, Jaques Wagner apareceu em nome de Lula e disse que o Brasil estava em meio a uma “crise ambiental“, acrescentando que o meio ambiente não será “um ponto menor” em um eventual terceiro mandato do ex-presidente: “Será central para o seu governo“, afirmou.

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