Primeira-dama brasileira adota traje tradicional customizado em parceria com a anfitriã sul-coreana, reforçando laços culturais e diplomáticos durante visita oficial a SeulSeul, Coreia do Sul
Seul (KR) · 23 de fevereiro de 2026
Em gesto de imersão cultural que já viralizou nas redes asiáticas, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, vestiu um hanbok tradicional sul-coreano durante o jantar de gala oferecido pelo presidente Lee Jae-myung ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (23/fev).
O traje, confeccionado sob medida a partir de tecidos escolhidos em conjunto com a primeira-dama sul-coreana Kim Hyekyung, transformou o banquete em um dos momentos mais comentados da visita de Estado brasileira à Ásia.
O hanbok de Janja – composto por jeogori lilás-claro e chima rosa-claro – foi o mesmo modelo “casal” encomendado com Kim Hyekyung (jeogori cinza-claro e chima roxa) durante visita ao mercado tradicional Gwangjang, em Seul, na sexta-feira (21/fev).
Conforme reportagem da Hankyoreh, as duas primeiras-damas escolheram pessoalmente os tecidos idênticos no padrão, reforçando a simetria diplomática.
No mesmo dia, Janja ganhou acessórios completos: binyeo rosa, norigae, flor de cabelo e sapatos tradicionais.
Na manhã desta segunda-feira (23/fev), na Casa Azul (Cheong Wa Dae), Kim Hyekyung entregou oficialmente o hanbok customizado à convidada.
“Ficará ainda mais bonito quando a senhora o vestir”, disse a anfitriã, segundo a Asia Economy.
Janja respondeu em coreano: “감사합니다” (“Obrigada”), arrancando aplausos.
As duas ainda percorreram a exposição de artesanato sustentável no Museu de Artesanato de Seul, onde debateram temas ambientais – fato destacado pela News1 como exemplo de “diplomacia de detalhes”.
À noite, no banquete de Estado realizado no salão Yeongbingwan da Casa Azul, ambas as primeiras-damas surgiram com os hanboks idênticos, conforme registrou a Dailian.
Lula postou as imagens da chegada:
A foto oficial dos quatro líderes brindando – Lula, Lee Jae-myung, Janja e Kim Hyekyung – já circula como símbolo da aproximação Brasil-Coreia do Sul.
O cardápio mesclou king crab com manga, churrasco brasileiro, galbi coreano e caipirinha; a trilha sonora uniu jazz e pansori.
Yonhap News Agency e Hankyoreh destacam que Janja já possuía um hanbok brasileiro e pediu explicitamente o modelo “casal” com padrão idêntico.
Asiae e News1 revelam que Kim Hyekyung supervisionou pessoalmente a confecção em apenas 48 horas.
Dailian informa que o banquete elevou a relação bilateral a “parceria estratégica” após 67 anos, com relançamento das negociações Mercosul-Coreia.
Os jornais coreanos não criticaram nada; pelo contrário, disseram que a Kim Hyekyung mandou muito bem na “diplomacia da moda” ao usar o vestido tradicional (hanbok) para ganhar a simpatia de todos.
O gesto de Janja não foi mera cortesia: reforça a estratégia de Lula de aproximação com potências asiáticas em um momento de realinhamento global.

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