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Janja posta vídeo orientando contra assédio no Carnaval e, horas depois, Michelle Bolsonaro faz o mesmo

    Em menos de dois meses, a atual primeira-dama do Brasil derrubou sua antecessora em pesquisa de opinião da Quaest, estando melhor cotada com placar de 41% contra 35% da mulher de Jair

      A primeira-dama do Brasil, Rosângela da Silva, a Janja, postou um vídeo na manha desta sexta-feira (17/2) orientando as mulheres contra assédio no Carnaval 2023 e, horas depois, aproximadamente às 20h, sua antecessora, a mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle, também postou suas imagens abordando exatamente o mesmo tema.

      A publicação da ex-primeira-dama ocorre dois dias após uma pesquisa da Quaest revelar que, em apenas pouco menos de dois meses do Governo Lula, a atual primeira-dama do Brasil já derrubou a popularidade de Michelle, estando melhor cotada com um placar de 41% contra 35% da mulher de Jair.

      No vídeo de Janja Lula, a primeira-dama elogiou a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, e disse que ela trabalhou muito para reestruturar o Disque 180, número da Central de Atendimento à Mulher, “que estava totalmente desmobilizado” durante o período em que sua sucessora teve a chance de abordar o tema, mas não o fez.

      Janja aconselhou que as mulheres denunciem e se ajudem: “No Carnaval, se você vir alguma mulher sofrendo esse tipo de violência ou se for vítima, acione o 180”. “Aproveitem o Carnaval, se cuidem, se cuidem uma das outras, e se for preciso, acionem o 180”, disse sobre os casos de violência doméstica que, na maior parte das vezes, são cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres.

      A Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares e é possível realizar denúncias pelo número 180 — a Central de Atendimento à Mulher, que funciona em todo o país e no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita. O serviço recebe denúncias, dá orientação de especialistas e faz encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp no número (61) 99656-5008.

      A denúncia também pode ser feita pelo Disque 100, que apura violações aos direitos humanos. Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.

      Caso esteja se sentindo em risco, a vítima pode solicitar uma medida protetiva de urgência.

      O vídeo de Michelle Bolsonaro

      Em sua estreia em vídeo para o PL, a ex-primeira-dama repudiou o assédio durante o Carnaval. O vídeo foi postado hoje, depois das 20h. Na postagem, Michelle não chega a explicar o que é assédio, mas indica os números de apoio: “190 para emergência e 180 para investigação”. O Disque 180, no entanto, não é apenas para isso. Ele também informa as mulheres sobre seus direitos, indica amparo legal e possui uma rede de acolhimento e atendimento.

      Na pesquisa da Quaest, a atuação de Janja foi avaliada positivamente por 41% dos eleitores brasileiros, contra 35% que têm uma boa imagem da mulher de Jair Bolsonaro (PL). Em setembro de 2022, apenas 10% diziam avaliar Janja de forma positiva, contra 34% que diziam gostar de Michelle Bolsonaro (que manteve, agora, praticamente o mesmo percentual positivo).

      Naquele mês, quando a campanha eleitoral começava, 81% afirmavam não saber o que dizer da nova mulher de Lula. Já na avaliação negativa as duas hoje empatam: 19% dos eleitores dizem ter uma má impressão de Janja, e 20% dizem o mesmo de Michelle.

      A margem de erro da pesquisa, feita com 2.016 brasileiros de mais de 16 anos, é de dois pontos percentuais.

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