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PGR citou reunião ministerial para questionar uso de recursos públicos em discussão de fraudes eleitorais sem comprovação e ex-presidente lembrou que falou 29 palavrões – SAIBA MAIS
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Brasília, 10 de junho de 2025
O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, durante sessão do julgamento realizado pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), questionou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a reunião ministerial de 05/07/2021, durante seu governo, onde foram levantadas alegações de fraudes no sistema eleitoral brasileiro.
A reunião, que Bolsonaro afirmou não ser para gravação, foi considerada um ato oficial, levantando dúvidas sobre a adequação do uso de recursos públicos para discutir posições pessoais sem comprovação.
Gonet disse que Bolsonaro “sempre fez questão de enfatizar que atua dentro das quatro linhas de modo constitucional, mas na reunião ministerial que o senhor disse que não era para ter sido gravada, tratava-se de um ato oficial”.
“Eu gostaria de saber se o senhor considera adequado mobilizar recursos públicos, convocar uma reunião oficial, para apresentar posições pessoais sem comprovação e incentivar ministros do Estado a confirmar e a divulgar uma narrativa sobre fraudes eleitorais, sobre um sistema impróprio de funcionamento do sistema eleitoral“, completou Gonet.
Bolsonaro respondeu ao procurador-geral que “é o meu temperamento. A convocação não foi para aquilo. Aquilo foi num momento ali de, como se fosse o intervalo, o início do que nós temos tratar ali. Tanto é que, se fosse algo repugnante, não teria sido gravado nada, tá?”
“Ou melhor, alguém gravou sem a permissão nossa, mas estaria aquelas 20, 30 pessoas com plaquinha na frente, mais umas 15, 20 pessoas assistindo aquilo tudo?”, afirmou.
“…ter o horário do lanche ali do desabafo, falar o que não deve. Isso não foi nada pensado. (…) Foi um momento de descontração ali naquele evento, dado o meu comportamento”, prosseguiu. “O senhor já sabe (…) daquela sessão secreta que 29 palavrões, né? “
“Infelizmente eu tenho melhorado, mas tô longe ainda de atingir o nível mais civilizado pra conversar”, concluiu.
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A reunião de 05/07/2021 ganhou notoriedade após a divulgação de trechos em que Bolsonaro questionava a segurança do sistema eleitoral brasileiro, sem apresentar provas. As declarações alimentaram narrativas de desconfiança nas urnas eletrônicas, tema recorrente durante seu mandato.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já refutou diversas vezes alegações de fraudes, afirmando que o sistema é seguro e auditável.
O questionamento de Paulo Gonet reflete a preocupação com a legitimidade de usar estruturas do Estado para promover narrativas pessoais.
Contudo, a resposta de Bolsonaro, ao mencionar seu “temperamento” e a informalidade do evento, não esclareceu diretamente a pergunta de Gonet relacionada ao uso de recursos públicos para tais fins.












