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Jafar Panahi triunfa em Cannes 2025 e Brasil brilha com prêmios para “O Agente Secreto”

    Jafar Panahi triunfa em Cannes 2025 e Brasil brilha com prêmios para “O Agente Secreto”


    KLEBER MENDONÇA FILHO recebe premiação no Festival de Cannes 2025 – 24.5.2025 – Imagem reprodução


    Festival de Cinema consagra filme iraniano e celebra talento brasileiro em noite histórica – SAIBA MAIS

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    Paris, 24 de maio de 2025

    A 78ª edição do Festival de Cannes, iniciada no dia 13 e encerrada neste sábado (24/mai), na Riviera Francesa, coroou o cineasta iraniano Jafar Panahi com a Palma de Ouro por seu filme Un Simple Accident, marcando um momento histórico para o cinema autoral.

    Sob a presidência da atriz Juliette Binoche, o júri principal, que incluiu nomes como Halle Berry e Jeremy Strong, destacou a narrativa sensível do longa, que reflete sobre resiliência em tempos de crise.

    O festival também prestou homenagens com Palmas de Ouro Honorárias a Robert De Niro, na abertura, e Denzel Washington, antes da exibição de Highest 2 Lowest, dirigido por Spike Lee.

    Segundo o France 24, a edição foi marcada por um apelo por diversidade, com “mais de 27,8% dos filmes em competição dirigidos por mulheres”, reforçando a inclusão no evento.

    O Brasil teve destaque com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que conquistou os prêmios de Melhor Direção e Melhor Ator para Wagner Moura, uma conquista inédita para um brasileiro nesta categoria.

    O filme, distribuído nos EUA pela Neon, também venceu o Prêmio Fipresci da crítica internacional, consolidando o Brasil como “uma potência criativa no cinema global”.

    A presença brasileira foi amplificada pelo título de País de Honra no Marché du Film, com a ministra Margareth Menezes liderando iniciativas para promover o audiovisual nacional, incluindo a exibição de Samba Infinito, de Leonardo Martinelli, na mostra Un Certain Regard.

    A mostra Un Certain Regard premiou a cabo-verdiana Cleo Diara por sua atuação em O Riso e a Faca, uma coprodução com o Brasil, que, de acordo com o Le Figaro, foi “um marco para a representatividade africana em Cannes.

    O festival também trouxe estreias de peso, como Sentimental Value, de Joachim Trier, que recebeu “uma ovação de 15 minutos”.

    Além disso, a organização baniu um ator coadjuvante de Dossier 137 devido a acusações de agressão sexual, reforçando o compromisso com a ética, conforme relatado pelo Le Monde.

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    Temas sociais, como a crise em Gaza, permearam o festival, com um documentário sobre a fotógrafa palestina Fatima Hassouna sendo exibido na seleção ACID, como mostrou o Libération, que destacou “o poder do cinema em dar voz aos silenciados”.

    O evento, que reuniu cerca de 15 mil profissionais no Marché du Film, consolidou Cannes como epicentro do cinema mundial, promovendo debates sobre diversidade, inteligência artificial e ética na indústria.

    A edição de 2025 foi um marco de inovação e impacto global, com o Brasil e cineastas de diversas origens brilhando na Croisette.

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