As vítimas são uma mulher de 30 anos e seus filhos, uma menina que passou por três cirurgias e recebeu transfusão de sangue, e um menino que está em observação na enfermaria do Hospital
Nota do Itamaraty
“O Governo brasileiro manifesta sua indignação e condena o bombardeio de ontem, dia 1°, em Saddikine, no Sul do Líbano, que resultou em ferimentos em três cidadãos brasileiros. Todos estão recebendo tratamento no Hospital Libanês Italiano, em Tiro.
O episódio ocorreu no contexto de ataques das forças armadas israelenses no Sul do Líbano e do Hezbollah no Norte de Israel. A Embaixada do Brasil em Beirute está em contato com os familiares e com a equipe médica e presta o apoio consular.
Desde o início do conflito entre Israel e Palestina, a Embaixada em Beirute monitora e mantém contato regular com os brasileiros residentes no Sul do Líbano.
O Brasil exorta as partes envolvidas nas hostilidades à máxima contenção, assim como ao respeito aos direitos humanos e ao direito humanitário, de forma que se previna o alastramento do conflito em Gaza e se evitem novas vítimas civis inocentes”.
A brasileira Fátima Boustani, de 30 anos, e seus filhos, uma menina de 12 anos e um menino de 9 anos estão entre os feridos. As circunstâncias do bombardeio ainda não estão claras, segundo o Ministério das Relações Exteriores. Os três estavam em casa no momento do ataque.
Nascida no Líbano, Fátima morou alguns anos no Brasil e também possui família brasileira. A família Aidibi chegou a realizar pelo menos quatro viagens a São Paulo. Durante um período, os filhos do casal ainda frequentaram a escola.
Segundo familiares, a menina passou pela terceira cirurgia na noite de sábado e recebeu transfusão de sangue e o menino está em observação na enfermaria do mesmo hospital. Já a mãe está em estado gravíssimo, segundo afirmou Hussein Ezzddein, primo de Ahmad Aidibi, marido de Fatima, ao ‘g1‘. Fátima sofreu ferimentos na região da cabeça e da face.

Fatima Boustani e seus filhos | Imagem reprodução redes sociais
O marido de Fátima, que é libanês, retornou ao Brasil há três semanas, depois de visitar a família no Líbano. Ela e os filhos conseguiram a nacionalidade brasileira há poucos meses. Os planos da família era que todos retornassem ao país. Aidibi e Boustani têm quatro filhos de 12, 10, 9 e 7 anos. Eles moram na cidade de Saddike, a cerca de 100 km de Beirute. No momento do ataque, as outras crianças tinham saído para a casa dos avós.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um drone do tipo Hermes 900, caindo no sul do Líbano. No entanto, a imprensa oficial libanesa tem responsabilizado o governo de Israel. Mas, não há confirmação das forças da ONU.
Em nota deste sábado, a Embaixada do Brasil em Beirute recomenda que brasileiros não viajem para o sul do Líbano. Além disso, recomenda que os brasileiros que não julguem essencial ficar no Líbano, deixem o país.
“A Embaixada do Brasil no Líbano está atenta à escalada de tensão na região e empenhada em prestar as orientações devidas à comunidade. Caso não esteja no Libano, não viaje ao país. Aos nacionais brasileiros que não julguem essencial a permanência no Líbano, a Embaixada recomenda que considerem a precaução de ausentar-se do país até seu retorno à normalidade. Aos nacionais brasileiros que julguem essencial sua permanência no Líbano, evitar residir no sul do país ou deslocar-se a essa região, sobretudo às áreas de fronteira“, afirma a embaixada que pede ainda a adoção de medidas de precaução, especialmente no sul do Líbano.
Desde o ataque do grupo terrorista Hamas a Israel em outubro do ano passado, Tel Aviv intensificou as ações na Faixa de Gaza. O Hezbollah, baseado no Líbano, tem apoiado o Hamas.
