As reformas judiciais e a guerra contra o Hamas alimentam a indignação pública, que realizam chamadas por eleições antecipadas por conta dos reféns sob o grupo islâmico, aprofundando a crise política em Israel – ASSISTA e SAIBA MAIS
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Desde 2023, protestos massivos em Tel Aviv desafiam o governo de Benjamin Netanyahu, criticando reformas judiciais, a condução da guerra contra o Hamas e a crise dos reféns. Neste sábado (22/mar), manifestantes continuam a exigir eleições antecipadas e a renúncia do premiê, ampliando a divisão social em Israel.
Entre as principais motivações dos manifestantes estão a proposta para limitar o poder da Suprema Corte, que gerou protestos históricos, greves e confrontos policiais, rotulados pelo governo israelense como “ataque à democracia”.
Em segundo lugar, o ataque do Hamas em outubro/2023 e a gestão do conflito ampliaram críticas do povo, que exige um acordo para resgatar reféns, responsabilizando Netanyahu por falhas de segurança. Por fim, o autoritarismo e a corrupção preocupam, com acusações de interferência política e alianças com partidos ultraconservadores.
Desde o início da guerra contra o grupo islâmico armado pelas FDI (Forças de Segurança de Israel), a população paralisou aeroportos e serviços, após mortes de reféns e o avanço da reforma judicial.
Em março de 2024, milhares gritaram as palavras de ordem “Eleições já!” e “Destitua-o”, quando houve forte repressão policial, que usou canhões de água. Agora, os protestos em frente ao tribunal, em março de 2025, reforçam pressão por sua saída, aliada à crise de confiança.
Apesar da mobilização, Netanyahu mantém apoio da coalizão de direita e setores religiosos. A guerra prolongada, o julgamento por corrupção e a crise dos reféns mantêm a tensão, mas sem sinais de mudança iminente. Tel Aviv segue como epicentro de um movimento que reflete a fratura entre segurança, democracia e liderança em Israel.
Na terça-feira (18/mar), à noite, protestantes israelenses em Tel Aviv pediram um cessar-fogo imediato e permanente, a libertação de todos os prisioneiros, o fim do sionismo e liberdade para a Palestina. Sim, eles se uniram em solidariedade à Palestina, conforme mostra um vídeo viral nas redes sociais.
“Ocupante sionista cruel, toda ocupação termina“, diz a mulher no megafone, enquanto outro manifestante segura um cartaz com os dizeres “a história está observando“. Em outra tomada, israelenses afirmam “não descansaremos, não esperaremos, libertaremos a Palestina“, enquanto membros do grupo empunham uma faixa pedindo “pare o genocídio em Gaza“.
Na sequência, uma mulher segura uma peça com um questionamento: “Por que você não diz nada sobre a destruição criminosa em Gaza e na Cisjordânia?” Depois, pessoas tocando tambores entoam “De Gaza à Jenin, Palestina livre, livre“. Em seguida, a câmera enfoca um jovem com um cartaz que diz: “Sionismo = Terrorismo“.
E seguem cantando: “Soldado, ouça, recuse o assassinato” e “Liberdade, liberdade para a Palestina“. Por fim, o editor do vídeo mostra que “um sionista ficou bravo” com os protestos e “tentou nos atrapalhar“. O homem tocava uma corneta, demostrando que não concordava com os argumentos do grupo de israelenses, que o escondeu com um cartaz que dizia: “Do rio ao mar, Israel está cometendo genocídio“. A partir deste ponto, o homem parte para agressões físicas, mas é contido pela maioria.
Tel Aviv last night.
— Khalissee (@Kahlissee) March 19, 2025
Israeli protesters were calling for an immediate and
permanent ceasefire, the release of all prisoners,
an end to Zionism, and freedom for Palestine 🇵🇸
They stood in solidarity with Palestine 🇵🇸 pic.twitter.com/Un5u3mYphy
Na noite deste sábado (22/mar), ativistas israelenses em Tel Aviv exibiram fotos de crianças palestinas mortas em Gaza nos últimos dias, durante o protesto em massa na cidade da costa israelense do Mar Mediterrâneo, ao norte do enclave, contra o governo Netanyahu e por um acordo de reféns.
Now: activists sit with photos of Palestinian kids killed in Gaza in recent days, during the mass protest in Tel Aviv against the government and for hostage deal pic.twitter.com/562t82kKhi
— Oren Ziv (@OrenZiv_) March 22, 2025
Informações que chegam a todo momento dizem que Israel estaria à beira de uma guerra civil. O líder da oposição Yair Lapid disse perante vários milhares de manifestantes, em frente ao Teatro Nacional em Tel Aviv:
“Se o governo de 7 de outubro decidir não cumprir uma decisão da Suprema Corte, ele se tornará um governo criminoso. Não seremos figurantes no teatro da loucura de Netanyahu. Nesse caso, a economia deve entrar em greve, organizaremos uma revolta fiscal, nos oporemos a todas as formas de recusa e não seremos colaboradores na destruição da democracia”.
Segundo Lapid, “a economia deve entrar em greve, o parlamento deve entrar em greve, os tribunais devem entrar em greve, as autoridades devem entrar em greve, e não apenas as universidades, mas também as escolas“.
Outros cartazes de israelenses insatisfeitos com Netanyahu diziam “Basta de sangue derramado“; “Quanto mais sangue terá ainda de ser derramado?” e “Fim à guerra, Agora!“.
Cerca de 60 reféns ainda são mantidos em cativeiro na Faixa de Gaza pelo movimento islamita palestino Hamas. A Corte de Israel suspendeu na sexta-feira (21/mar) a decisão de Netanyahu de demitir Ronen Bar, chefe do serviço de segurança interna.
A demissão foi motivada por “perda de confiança“, pois Ronen Bar teria dividido a opinião pública em Israel e, agora, o país estaria rumando para uma guerra civil, apesar de Netanyahu afirmar que seu governo “continuará a ser um Estado democrático“.











