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Israel diz que Irã continua lançando mísseis mesmo após rumores de trégua

    Rafael Rozenszajn, das IDF (Israel Defense Force) Imagem reprodução/Facebook

    🌐 Conflito no Oriente Médio escalou com novos ataques, apesar de Teerã sinalizar possível cessar-fogo se Israel suspender ofensiva

    RESUMO << Jerusalém relatou na manhã de 23 de junho o lançamento de 15 mísseis balísticos por Teerã, atingindo áreas como Ashdod e Lachish, apesar de rumores de uma trégua mediada pelo Qatar, que dependeria de Israel cessar seus ataques. A escalada, iniciada após bombardeios a sítios nucleares iranianos intensificou o “conflito de 12 dias [segundo Trump]”, com retaliações mútuas, como o ataque iraniano à base Al Udeid no Qatar, enquanto negociações diplomáticas seguem incertas, segundo o IRNA e o Jerusalem Post >>


    Jerusalém, 22 de junho de 2025

    Israel relatou na manhã desta terça-feira (23/jun) novos lançamentos de mísseis balísticos pelo Irã, mesmo após notícias de que Teerã estaria disposta a aceitar uma trégua, desde que Jerusalém interrompesse seus ataques.

    A escalada ocorre em meio a um conflito de 12 dias, marcado por intensos bombardeios mútuos, que já causaram danos significativos em cidades como Tel Aviv e Teerã.

    O Irã lançou “15 mísseis balísticos” contra Israel, atingindo áreas como Ashdod e Lachish, ao sul de Jerusalém, segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF).

    Sirenes ecoaram em várias regiões, forçando civis a buscar abrigo. “Estamos em alerta máximo”, declarou um porta-voz das IDF.

    Apesar dos impactos, a Magen David Adom, serviço de emergência de Israel, informou que não houve vítimas diretas.

    Horas antes, o presidente dos EUA, Donald Trump anunciou, via Truth Social, que Israel e Irã haviam acordado um “cessar-fogo completo e total”, a ser implementado em 24 horas.

    Contudo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, negou qualquer acordo formal, afirmando que “não há cessação de operações militares” a menos que Israel pare suas ofensivas.

    A tensão começou no sábado (21/jun), quando Trump ordenou ataques aéreos contra três sítios nucleares iranianos – Fordow, Natanz e Isfahan.

    Em retaliação, o Irã disparou mísseis contra Israel e, nesta segunda-feira (23/jun), atacou a base aérea Al Udeid, no Qatar, a maior instalação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio.

    Trump classificou o ataque como “fraco” e agradeceu a Teerã por avisar previamente, evitando perdas humanas.

    Israel, por sua vez, intensificou seus bombardeios, atingindo alvos como a prisão de Evin e instalações nucleares em Teerã.

    As IDF também emitiram alertas de evacuação para partes da capital iraniana, sinalizando possíveis novos ataques.

    O senador republicano pela Carolina do Sul (EUA), Lindsey Graham, destacou que os eventos aumentaram as chances de um acordo entre Israel e Arábia Saudita, mas pediu que Jerusalém receba mais apoio militar.

    A mediação do Qatar, liderada pelo emir Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, foi crucial para as negociações de trégua, mas o Irã insiste que qualquer pausa depende de Israel.

    Enquanto isso, o conflito continua a gerar reflexos globais, com fechamento de espaços aéreos e retirada de funcionários de petrolíferas no Oriente Médio.

    Fontes regionais confirmam a gravidade da situação. A IRNA, agência estatal iraniana, destacou que os ataques a Israel fazem parte da operação “True Promise 3”, mirando Tel Aviv e Haifa.

    Já o Jerusalem Post relatou que as IDF bombardearam seis aeroportos no Irã na madrugada de segunda-feira (23/jun).

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