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Israel propõe trégua com Irã, mas agora Teerã diz a Jerusalém que não quer mais

    Ali Hosseini Khamenei, atual Líder Supremo do Irã, figura central na política iraniana, exercendo autoridade sobre as forças armadas, o judiciário e a mídia, além de nomear líderes de instituições importantes. Foi presidente do Irã de 1981 a 1989 e teve um papel ativo na Revolução Iraniana de 1979. Ele é conhecido por sua postura conservadora, promovendo a ideologia islâmica e a resistência contra influências ocidentais, especialmente os Estados Unidos. Sua liderança é marcada por um equilíbrio entre facções políticas internas e uma política externa assertiva, incluindo apoio a grupos como o Hezbollah | Crédito: @molana_nusrat_bukhari_110

    Israel busca cessar conflitos com o Irã, mas Teerã insiste em retaliar ataques. Tensões crescem no Oriente Médio com risco de escalada global

    RESUMO << Israel propôs ao Irã o fim do conflito que já matou cerca de 500 pessoas, mas Teerã rejeitou a trégua, afirmando que “ainda não é a hora”. Após ataques dos Estados Unidos a instalações nucleares iranianas, como Fordow, e bombardeios israelenses contra a Guarda Revolucionária e a prisão de Evin, o Irã, liderado por Aiatolá Ali Khamenei, prometeu retaliar, intensificando temores de uma guerra regional. A ONU e nações como a Espanha pedem um cessar-fogo, enquanto o risco de fechamento do Estreito de Ormuz ameaça a economia global >>



    Teerã, 23 de junho de 2025

    Em meio a uma escalada de tensão no Oriente Médio, Israel comunicou ao Irã seu desejo de pôr fim ao conflito que já deixou cerca de 500 mortos, segundo estimativas oficiais, e quase o dobro, conforme grupos de oposição iranianos.

    A resposta de Teerã, no entanto, foi categórica: “ainda não é a hora” de interromper as hostilidades.

    A troca de mensagens ocorre após intensos bombardeios, incluindo ataques dos Estados Unidos a instalações nucleares iranianas, como a usina de Fordow.

    O governo de Israel, liderado por Benjamin Netanyahu, afirmou que os ataques visam neutralizar a “ameaça nuclear” iraniana.

    Em pronunciamento, o ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que as forças do país atingem alvos com “força sem precedentes”, focando em estruturas como a sede da Guarda Revolucionária Islâmica e a prisão de Evin, em Teerã, conhecida por abrigar opositores do regime.

    “Para cada míssil disparado contra nós, o ditador iraniano será punido”, alertou Katz.

    Por outro lado, o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, condenou os ataques, chamando Israel de “inimigo sionista” e prometendo retaliar.

    O governo iraniano reafirmou seu compromisso com o programa de enriquecimento de urânio, apesar dos danos causados pelos bombardeios dos EUA em Fordow, Natanz e Isfahan.

    Khamenei destacou que “a nação iraniana não se submeterá” e que os ataques americanos representam um “crime grave”.

    A comunidade internacional reage com preocupação. A Espanha anunciou que pedirá à União Europeia um embargo de armas contra Israel e sanções contra opositores da solução de dois Estados com a Palestina.

    Enquanto isso, o Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião emergencial, mas não chegou a um acordo sobre o cessar-fogo, frustrando nações europeias.

    Fontes do Oriente Médio

    Na cobertura regional, o Al Jazeera relata que o Irã planeja retaliar os ataques dos EUA com ações contra bases americanas no Catar e no Iraque, ampliando o risco de um confronto direto.

    A Arab News destaca que o Irã considera fechar o Estreito de Ormuz, o que poderia disparar os preços do petróleo globalmente, afetando economias como China e Índia.

    O The National informa que a destruição em Fordow comprometeu centrífugas sensíveis, mas o Irã planeja substituí-las por modelos mais avançados.

    O conflito, que já dura nove dias, eleva temores de uma guerra regional.

    António Guterres, secretário-geral da ONU, alertou que a escalada pode “acender um fogo incontrolável”. Enquanto Israel busca um desfecho, o Irã sinaliza que a luta está longe do fim.

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