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Israel invade campo de refugiados de Al-Fawwar durante saída de escola, gerando pânico em crianças palestinas (vídeo)

    Ataque em horário de pico na Cisjordânia Ocupada reforça acusações de tática para espalhar terror, segundo FEPAL – SAIBA MAIS

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    HEBRON, 13 de abril de 2025

    Na manhã de domingo (13/abr), forças israelenses invadiram o campo de refugiados de Al-Fawwar, ao sul de Hebron, na Cisjordânia Ocupada, no momento em que crianças palestinas saíam da escola, causando pânico generalizado.

    Segundo a FEPAL, o ataque em horário de pico é uma tática deliberada da ocupação para semear terror entre a população.

    Testemunhas relataram que os soldados usaram munição real, granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo, intensificando o medo entre os estudantes e suas famílias.

    A ação reflete um padrão de incursões frequentes, com entradas do campo bloqueadas, restringindo o movimento dos residentes, conforme reportado pela agência palestina WAFA.

    O campo de Al-Fawwar, que abriga cerca de 9.500 pessoas, muitas desalojadas desde a Nakba de 1948, enfrenta condições precárias, com alta taxa de desemprego e infraestrutura limitada, agravadas pelas restrições impostas por Israel, segundo a UNRWA.

    Nakba foi a guerra da Palestina de 1948, quando mais de 700 mil árabes palestinianos – cerca de metade da população predominantemente árabe da Palestina Obrigatória – foram expulsos ou fugiram das suas casas, inicialmente pelos paramilitares sionistas, e depois do estabelecimento de Israel, pelos seus militares.

    A HispanTV destacou que os confrontos durante a incursão feriram vários palestinos, enquanto a rede Al Jazeera relatou que tais operações, muitas vezes com snipers posicionados em edifícios, têm se tornado quase diárias desde outubro de 2023, resultando em mais de 300 mortes na Cisjordânia.

    A violência em horários críticos, como a saída escolar, amplifica o trauma psicológico, especialmente entre crianças, conforme descrito por moradores locais à IMEMC News.

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    A comunidade internacional expressou preocupação com a escalada de violência. A OHCHR (Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights – Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos) alertou para o uso desproporcional de força, enquanto a Anistia Internacional acusou Israel de desrespeito flagrante pela vida palestina.

    A incursão também foi marcada por detenções arbitrárias, com pelo menos dez pessoas presas em operações anteriores no campo, segundo a WAFA News.

    A interrupção de serviços básicos, como água e eletricidade, relatada pela Palquest.org, agrava a crise humanitária, deixando famílias em condições ainda mais vulneráveis.

    O ataque a Al-Fawwar reforça o ciclo de tensão na Cisjordânia, onde a ocupação intensifica a repressão sob o pretexto de combater o terrorismo, conforme declarado pelo governo israelense à Reuters.

    No entanto, líderes comunitários, como Muhammad Abu Esh, citado pela Al Jazeera, afirmam que tais ações não intimidam, mas fortalecem a resiliência dos moradores.

    Enquanto isso, crianças como as de Al-Fawwar continuam a enfrentar o trauma de crescer sob ocupação, com suas rotinas escolares transformadas em momentos de medo e insegurança.

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