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Israel bombardeia novamente o sul de Beirute após um dia de intensos ataques no Líbano


    Edifícios atacado por Israel no sul de Beirute
    WAEL HAMZEH (EFE)

    A Human Rights Watch afirmou em relatório que Israel realiza uma “limpeza étnica” na Faixa de Gaza, forçando deslocamentos “generalizados, injustificados e sistemáticos” de palestinos

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    O Exército de Israel lançou, nesta sexta-feira (15/11), o pelo dois ataques aéreos contra o sul de Beirute, noo distrito de Dahiye, considerado um reduto do Hezbollah. Foi o terceiro dia de bombardeios na capital libanesa, depois de uma onda de ataques no dia anterior que causou a morte de pelo menos 43 pessoas em todo o Líbano, segundo o Governo.

    Além disso, as IDF (Forças de Defesa de Israel) matou outras 15 pessoas quando bombardeou dois edifícios residenciais nos subúrbios ocidentais de Damasco, a capital síria. Uma das edificações está localizada em uma cidade onde as autoridades sírias acolhem frequentemente líderes de milícias palestinas, incluindo o Hamas e a Jihad Palestina.

    Na quinta-feira, a ONG Human Rights Watch publicou um relatório no qual afirma que as autoridades israelenses realizam uma “limpeza étnica” em Gaza, onde causaram deslocamentos forçados “generalizados, injustificados e sistemáticos” de palestinos.

    A organização denuncia que Israel forçou quase toda a população da Faixa a deslocar-se, em muitos casos várias vezes, e que estes deslocamentos, sem “uma justificação militar credível”, “causaram graves danos”.

    A Human Rights Watch estima que as repetidas ordens de evacuação feitas pelo exército israelense na Faixa de Gaza, levando ao deslocamento forçado da população, equivalem a um “crime de guerra” e diz que “as ações de Israel também parecem se enquadrar na definição de limpeza étnica” nas áreas em que o exército ordenou que os palestinos saíssem sem poder retornar.

    A Human Rights Watch reuniu provas de que as autoridades israelenses (…) vêm cometendo o crime de guerra de transferência forçada” de civis, afirma o documento.

    Israel deveria demonstrar em cada caso que o deslocamento de civis é a única opção possível” para cumprir o direito humanitário internacional, observa Nadia Hardman, pesquisadora da HRW. “Israel não pode simplesmente confiar na presença de grupos armados para justificar a deslocação de civis“, continua.

    O porta-voz da HRW para o Oriente Médio, Ahmed Benchemsi, acrescenta que “tornar sistematicamente grandes áreas de Gaza inabitáveis” constitui um forma de “limpeza étnica“.

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