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País liderado por Benjamin Netanyahu veta embarcação humanitária com ativistas que tentam chegar no enclave habitado por palestinos – SAIBA MAIS
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Brasília, 08 de junho de 2025
O governo de Israel anunciou neste domingo (8/jun) que impedirá a chegada de uma embarcação humanitária à Faixa de Gaza, onde estão a ativista sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila.
A decisão, comunicada pelo ministro da Defesa, Israel Katz, reforça o bloqueio naval imposto ao território palestino, segundo a Associated Press.
A medida intensifica a crise humanitária na região, que enfrenta escassez de alimentos e suprimentos médicos.
A embarcação, chamada Madleen, partiu da Sicília, na Itália, em 1 de junho, com 12 ativistas a bordo, incluindo Rima Hassan, membro do Parlamento Europeu.
Organizada pela Freedom Flotilla Coalition, a missão visa entregar suprimentos como farinha, arroz e fórmula infantil, além de chamar atenção para a crise em Gaza, que já dura 20 meses desde o início do conflito entre Israel e Hamas.
Thiago Ávila relatou em vídeo que os sistemas de comunicação e rastreamento do navio foram interferidos a 160 milhas náuticas de Gaza, sugerindo ação externa.
Israel justificou o bloqueio, afirmando que ele visa impedir que o Hamas importe armas.
Katz declarou: “Não permitiremos que ninguém viole o bloqueio naval”.
Após um bloqueio total de 2,5 meses, Israel passou a permitir entrada limitada de ajuda humanitária em maio, mas organizações alertam para o risco de fome.
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A ONU descreve a situação como uma “fome iminente” que ameaça 2,1 milhões de palestinos.
A Freedom Flotilla Coalition insiste que a interceptação do Madleen violaria o direito internacional.
Greta Thunberg, em entrevista à Al-Jazeera, afirmou que resistirá pacificamente se o navio for abordado.
A ativista criticou o “silêncio global” diante do que chamou de “genocídio transmitido ao vivo”.
O grupo resgatou 4 migrantes sudaneses no Mediterrâneo durante a viagem, mostrando seu compromisso humanitário.
A tensão aumenta à medida que o Madleen se aproxima das águas de Gaza.
A comunidade internacional acompanha o desdobramento, enquanto o bloqueio naval de Israel permanece no centro do debate.
A presença de figuras como Greta Thunberg amplifica a visibilidade da missão, mas também atrai críticas.
O senador Lindsay Graham, dos EUA, ironizou: “Espero que Greta e seus amigos saibam nadar!”.
Outras Perspectivas na Mídia Europeia
O Middle East Eye publicou que Greta Thunberg destacou a necessidade de ação diante da inatividade governamental, afirmando: “Cabe a nós sermos os adultos na sala”.
A ativista também sugeriu que Israel foi responsável por um ataque de drones a outra embarcação da Freedom Flotilla, a Conscience, em águas maltesas.
O The Independent destacou que o navio Madleen carrega uma quantidade “simbólica” de ajuda, mas enfrenta resistência.
Israel encerrou um bloqueio de 11 semanas em maio, permitindo operações limitadas da ONU.
O The Irish Times mostrou que, durante a viagem, o Madleen mudou de curso para resgatar migrantes, mas mantém a missão de romper o bloqueio.
O jurista John Dugard argumentou que a entrega de ajuda não pode ser considerada um ataque.












