Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Irã suspende cooperação com Agência Internacional de Energia Atômica

    Presidente Masoud Pezeshkian promulga lei para ruptura do país persa com a instituição que acusa de “sabotar a geopolítica

    Clickable caption
    Em um
    Em um discurso no Fórum Econômico Eurasiático, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian falou sobre a situação precária que se desenrolou após a agressão israelense contra o Irã, observando que se o Irã não tivesse respondido efetivamente aos ataques do regime, toda a região teria sido arrastada para uma conflagração total |27.6.2025| Theran Times


    RESUMO <<O Irã suspendeu sua cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) através de uma lei promulgada pelo presidente Masoud Pezeshkian, acusando a agência de parcialidade e de servir como ferramenta de espionagem e pressão política para EUA e Israel. A decisão, tomada após ataques israelenses e americanos a instalações nucleares iranianas em junho de 2024, exige garantias de segurança para suas instalações e cientistas, além de reformas na AIEA para acabar com supostas práticas discriminatórias, antes de retomar qualquer colaboração. O Irã também critica a AIEA por não condenar os ataques e suspeita que novas inspeções possam ser usadas para coletar informações estratégicas, aprofundando a crise diplomática e aumentando o risco de isolamento internacional>>


    Brasília, 02 de julho de 2025

    O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, promulgou, nesta quarta-feira (2/jun), uma lei que suspende imediatamente a cooperação do país com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), acusando a organização de ter se tornado um instrumento de espionagem e pressão política a serviço dos Estados Unidos e de Israel.

    A medida, aprovada pelo Parlamento iraniano (Majlis) com amplo apoio, é uma resposta direta aos recentes ataques militares contra instalações nucleares civis do Irã, realizados por Israel e EUA em junho de 2024.

    A decisão reflete a profunda desconfiança de Teerã em relação à AIEA, especialmente sob a liderança do diretor-geral Rafael Grossi.

    O governo iraniano argumenta que a agência, em vez de atuar como um órgão imparcial, emitiu relatórios tendenciosos que serviram de justificativa para uma resolução hostil do Conselho de Governadores da AIEA e, posteriormente, para os bombardeios.

    Além disso, a AIEA não condenou formalmente os ataques, o que, para o Irã, demonstra cumplicidade com os agressores.

    A nova lei estabelece que a cooperação só será retomada quando duas condições forem atendidas: 

    1) a garantia de segurança das instalações nucleares e dos cientistas iranianos, verificada pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do país; e 

    2) uma reforma profunda na AIEA, eliminando o que o Irã considera práticas discriminatórias e reconhecendo plenamente os direitos nucleares pacíficos do país, conforme previsto no Artigo IV do Estatuto da agência.

    As autoridades iranianas também veem com desconfiança as exigências da AIEA por acesso às instalações atacadas, interpretando-as como uma tentativa de coletar informações para futuras ações militares.

    Para Teerã, permitir que a mesma organização que falhou em condenar os bombardeios inspecione os locais danificados seria equivalente a “convidar os espiões de volta“.

    A medida marca um novo capítulo na já tensa relação do Irã com o Ocidente e com os mecanismos de controle nuclear.

    Enquanto o governo de Pezeshkian insiste que a suspensão é uma resposta legítima a agressões externas, a comunidade internacional pode enxergá-la como um sinal de intransigência, aumentando o risco de isolamento diplomático e novas sanções.

    O futuro da cooperação nuclear iraniana agora depende de uma mudança na postura da AIEA ou de uma possível reaproximação por meio de negociações – mas, no momento, o clima é de confronto.


    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading