Em nova onda de retaliação, Irã reivindica ataque devastador a bases americanas no Golfo e comandante naval da Guarda Revolucionária alerta sobre túmulos para invasores
Brasília (DF) · 21 de março de 2026
O comandante da Força Naval da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Alireza Tangsiri, afirmou que a força sob seu comando atingiu com “volume massivo” de mísseis balísticos e drones as instalações das bases aéreas Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, e Ali Al Salem, no Kuwait.
De acordo com a declaração publicada neste sábado (21/mar), os alvos incluíam hangares e tanques de combustível de aeronaves “americano-sionistas”, e as duas bases teriam servido como ponto de partida para ofensivas contra ilhas iranianas.
Sem citar os nomes do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ou o do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Tangsiri reforça o tom de defesa territorial afirmando que “em todas as ilhas iranianas, preparamos túmulos para invasores assassinos de crianças”.
Em 28 de fevereiro de 2026, Estados Unidos e Israel iniciaram uma ofensiva militar coordenada contra o Irã, marcando o começo da guerra que se estendeu por semanas. No mesmo dia, um ataque aéreo atingiu a escola primária feminina Shajareh Tayyebeh, no bairro Shahrak-e Al-Mahdi da cidade de Minab, província de Hormozgan, no sul do país.
O incidente, ocorrido pela manhã enquanto alunas e familiares estavam no local, destruiu o prédio e causou centenas de mortes civis — estimativas variam de 148 a 175 vítimas, a maioria crianças e adolescentes, além de dezenas de feridos.
Investigações preliminares do Pentágono, reportadas por fontes como The New York Times e Associated Press, apontam para um míssil Tomahawk americano lançado por erro de inteligência desatualizada, confundindo a escola com uma antiga instalação militar adjacente à base naval da Guarda Revolucionária Islâmica.
Organizações como Human Rights Watch e Anistia Internacional classificaram o episódio como violação grave do direito humanitário e crime de guerra, exigindo investigação plena e responsabilização, em meio ao ciclo de violência que ameaça civis e a estabilidade regional.
Desde então, o Irã respondeu com dezenas de ondas de mísseis e drones contra alvos americanos e aliados no Golfo Pérsico, em retaliação contínua aos ataques coordenados de Estados Unidos e Israel .
Relatórios do Institute for the Study of War documentam que o Irã manteve ataques com drones e mísseis contra estados do Golfo e infraestrutura energética, incluindo a cidade industrial de Ras Laffan no Catar, nos dias 18 e 19 de março, além de barragens de mísseis contra Israel e bases regionais.
O Al Jazeera confirmou, logo no dia 28 de fevereiro, que o Irã direcionou ataques iniciais a múltiplos estados árabes do Golfo que abrigam ativos americanos, como bases em Bahrein, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos, declarando que a operação prosseguiria “sem parar até a derrota decisiva do inimigo“.
A cobertura da emissora qatarense acompanha o padrão de ondas sucessivas, com relatos de impactos em instalações militares e civis, interceptações por defesas aéreas locais e escalada que ameaça a estabilidade energética e a população civil da região, reforçando a urgência de mecanismos diplomáticos para conter o ciclo de violência e preservar a soberania e a paz coletiva no Oriente Médio.
A Base Aérea Al Minhad — que abriga presença australiana, britânica e americana — sofreu impacto de projétil iraniano na quarta-feira (18/mar), causando danos menores a um bloco de alojamento e a uma instalação médica, sem feridos entre o pessoal da Força de Defesa Australiana, conforme confirmou o primeiro-ministro Anthony Albanese à Reuters.
Já a Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait, foi alvo repetido desde o início do conflito.
O The New York Times reportou danos em estruturas de comunicação e radar, com imagens de satélite mostrando colapso de telhados em várias seções.
O governo kuwaitiano informou que mísseis foram interceptados, mas o Irã reivindica destruição significativa. A Human Rights Watch alertou que os ataques iranianos atingiram áreas civis em vários países do Golfo, colocando em risco populações locais e violando princípios do direito internacional.
O Irã integra o BRICS e tem defendido sua ação como legítima defesa da soberania nacional diante de agressões externas.
Analistas observam que a continuidade dos ataques ameaça a estabilidade energética global, especialmente com ameaças recentes de Tangsiri a instalações petrolíferas ligadas aos EUA, conforme noticiado pelo Iran International.
A escalada reforça a necessidade de diálogo multilateral para preservar a paz e a justiça no Oriente Médio, evitando que o ciclo de violência comprometa o desenvolvimento democrático e a cooperação entre nações.

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