📷 O presidente dos EUA, Donald Trump, durante cerimônia de assinatura do ‘Secure America Act’, na Casa Branca, em Washington / Foto: Ken Cedeno/AFP | O primeiro-ministro britânico Keir Starmer em visita a uma habitação social no norte de Londres / Foto: Peter Macdiarmid/via Reuters | Ao fundo, Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano / Foto: IRNA
| Londres (UK) / Washington (US)
21 de junho de 2026
A escalada de tensões no Oriente Médio ganhou um novo capítulo neste final de semana. As negociações entre Irã e Estados Unidos, realizadas em Genebra, na Suíça, fracassaram após uma ameaça pública do presidente americano Donald Trump.
Em uma postagem na rede social Truth Social postada na manhã deste domingo (21/jun), Trump afirmou que atacaria o Irã “com muita força novamente” devido às ações de seus “representantes” no Líbano.
A ameaça, segundo relatos, foi o estopim para a retirada da delegação iraniana da mesa de negociações. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, reagiu com desdém, afirmando que o Irã “não leva as ameaças americanas a sério” e descartou completamente a possibilidade de ceder à pressão.
O fracasso das conversas já gera ondas de choque geopolítico.
O senador republicano Lindsey Graham, que emergiu de uma reunião de quatro horas e meia com o presidente Trump, já está alertando que os EUA tomarão o Estreito de Ormuz à força se o acordo for definitivamente enterrado.
O Estreito é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde escoa cerca de 20% do petróleo global.
CRISE NO REINO UNIDO SE SOMA AO TABULEIRO INTERNACIONAL
Enquanto a atenção mundial se volta para o Golfo Pérsico, o cenário político no Reino Unido também passa por uma reviravolta.
Fontes indicam que o primeiro-ministro Keir Starmer pode ser forçado a renunciar ao cargo após a vitória esmagadora de Andy Burnham na eleição suplementar.
A ascensão de Burnham, que promete uma postura mais dura em relação ao conflito entre Israel e Palestina e maior independência de Washington, representa um terremoto político no cenário europeu.
Uma possível saída de Starmer e a entrada de um líder mais crítico aos EUA podem redefinir as alianças ocidentais em um momento de crescente polarização global.
Sob a ótica deste portal, a crise parece ter sido orquestrada para criar uma cortina de fumaça enquanto outras operações são realizadas nos bastidores.
A combinação do fracasso em Genebra, a retórica belicosa de Trump e a instabilidade política no Reino Unido sugere que o tabuleiro geopolítico está em plena ebulição, com o Estreito de Ormuz emergindo como o principal ponto de atrito.
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