Israel declarou que “perseguirá todo sucessor” e qualquer pessoa envolvida em sua nomeação; presidente dos EUA também manifestou oposição; IRNA posta matéria: “Trump acredita que venceu matando Khamenei; ele está enganado” – SAIBA DETALHES
Teerã (IR) · 08 de março de 2026
Em um momento histórico que redefine o equilíbrio de poder no Oriente Médio, a Assembleia de Especialistas do Irã anunciou, neste domingo (08/mar), ter alcançado consenso majoritário para selecionar o sucessor do falecido Ayatollah Ali Khamenei.
O anúncio ocorre menos de dez dias após a morte do líder supremo, confirmada pela agência oficial IRNA e amplamente reportada pela Al Jazeera e pela Al Arabiya.
De acordo com o membro da Assembleia de Especialistas Ayatollah Mohammad-Mahdi Mirbagheri, citado pela Al Jazeera, “um candidato foi escolhido” com base na orientação expressa pelo próprio Khamenei antes de sua morte: o novo líder deve “ser odiado pelo inimigo” em vez de elogiado por ele.
A Al Arabiya corrobora a informação, destacando que o corpo clerical responsável pela sucessão no Irã chegou a um consenso “mais ou menos” majoritário.
Até o momento, porém, o nome do escolhido permanece em sigilo.
Ayatollah Ali Khamenei, que governou o Irã por 37 anos desde 1989, foi assassinado em 28 de fevereiro durante ataques aéreos conjuntos de Estados Unidos e Israel contra Teerã.
A IRNA confirmou a morte e decretou 40 dias de luto nacional, com imagens de multidões em pranto circulando nas ruas da capital.
A cerimônia oficial de despedida foi adiada, conforme noticiado pela Al Jazeera, em meio a ameaças explícitas de Israel.
Enquanto isso, um conselho interino — formado pelo presidente, pelo chefe do Judiciário e por um jurista do Conselho dos Guardiães — assume temporariamente as funções de liderança suprema, conforme detalhado pela Al Jazeera.
Entre os nomes especulados está Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido, embora nenhuma autoridade iraniana tenha confirmado sua indicação.
As ameaças externas não cessaram. O exército de Israel declarou, conforme a Al Arabiya, que “perseguirá todo sucessor” de Khamenei e qualquer pessoa envolvida em sua nomeação. O presidente americano Donald Trump também manifestou oposição pública a determinados perfis, segundo a mesma fonte.
O significado dessa transição é claro: a República Islâmica demonstra institucionalidade e continuidade mesmo sob fogo cruzado.
A Al Jazeera enfatiza que “matar Khamenei não representa o fim da República Islâmica do Irã”.
Em tom ainda mais incisivo, a IRNA publicou matéria com o título “Xeque-mate de Trump; Khamenei venceu”, afirmando que “Trump acredita que venceu matando Khamenei; ele está enganado”.
A escolha do novo líder, ainda que sob sigilo e ameaças de eliminação física, sinaliza que o Irã não se curva.
O processo reforça a narrativa interna de martírio e resistência, ao mesmo tempo em que expõe a fragilidade da estratégia de decapitação adotada por Washington e Tel Aviv.
Longe de um colapso, o Irã avança na sucessão com método e determinação — um recado claro de que a República Islâmica persiste, mesmo em guerra total.
Até o fechamento desta matéria, o nome do novo líder supremo não foi divulgado por nenhuma fonte oficial iraniana.
Detalhes adicionais sobre a identidade do escolhido e possíveis reações internacionais serão atualizados assim que surgirem em fontes do Oriente Médio.

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