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Irã condena ataque dos EUA a “instalações nucleares pacíficas” como “ato criminoso de agressão”


    Donald Trump (Shutterstok/EPA-EFE) Masoud Pezeshkian (GettyImages.ru/Majid Saeedi)


    “A República Islâmica do Irã está determinada a defender o território, a soberania, a segurança e o povo do Irã por todas as forças e meios contra a agressão criminosa dos Estados Unidos“, diz o comunicado – SAIBA MAIS

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    Teerã, 22 de junho de 2025

    O Ministério das Relações Exteriores do Irã emitiu uma declaração condenando a brutal agressão militar dos Estados Unidos contra as “instalações nucleares pacíficas do Irã“, denunciando o ato como uma “violação sem precedentes do direito internacional e um ataque direto à soberania iraniana“, conforme publicado no Theran Times. A declaração foi divulgada na manhã deste domingo (22/jun), no horário local (GMT+3:30).

    O ataque militar americano teve como alvo instalações nucleares sob “monitoramento rigoroso”, segundo o órgão iraniano, da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A publicação lembra que a investida dos EUAocorreu nas primeiras horas do décimo dia da agressão militar israelense contra o Irã, que já custou a vida de pelo menos 400 iranianos“.

    O Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã condena nos termos mais fortes possíveis a brutal agressão militar dos Estados Unidos contra as instalações nucleares pacíficas do Irã — uma violação grave e sem precedentes dos princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas e do direito internacional,”, diz o texto.

    O governo iraniano atribuiu diretamente a responsabilidade a Washington pelo que chamou de seu “crime hediondo” e alertou para “consequências perigosas e implicações de longo alcance.”

    O Irã observou que as operações conjuntas israelenses e americanas revelam “a profundidade da depravação que governa a política externa americana” e acusou o establishment governante dos EUA de abrigar uma hostilidade profundamente enraizada em relação ao “povo do Irã, que busca a paz e ama a independência.”

    Teerã enfatizou que o ataque constituiu uma grave violação da Carta das Nações Unidas, particularmente do Artigo 2(4), que proíbe a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.

    Afirmou também que os EUA violaram a Resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU, que endossou o acordo nuclear iraniano de 2015 e rege as atividades nucleares pacíficas do Irã.

    O Irã apelou às instituições internacionais, incluindo as Nações Unidas, o Conselho de Segurança, o Secretário-Geral da ONU e a AIEA, para que tomassem medidas urgentes e decisivas em resposta ao ataque.

    Teerã exigiu que o Conselho de Segurança da ONU convocasse imediatamente uma sessão de emergência para condenar as ações dos EUA e responsabilizá-los por violar a Carta da ONU e outros princípios fundamentais do direito internacional.

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    “O silêncio diante de uma agressão tão flagrante mergulharia o mundo em um nível de perigo e caos sem precedentes,”* advertiu a declaração.

    O Irã insistiu que a Organização e seus estados-membros responsáveis têm o dever de responder aos “atos unilaterais ilegais” de Washington e evitar uma maior erosão das normas internacionais.

    A declaração também criticou duramente o Diretor Geral da AIEA, revelando seu “evidente preconceito em favor de partidos belicistas,” e afirmou que suas ações “pavimentaram o caminho” para o ataque ao não cumprir o mandato da Agência de imparcialidade e não politização.

    Teerã enfatizou que o ataque ocorreu no meio de um processo diplomático em andamento e acusou os EUA de “trair a diplomacia” em favor da guerra.

    “Os Estados Unidos, completando os atos ilegais e criminosos do regime israelense, lançaram uma guerra perigosa contra a República Islâmica do Irã,” declarou o comunicado.

    Alertou ainda que o ataque dos EUA revelou a verdadeira natureza da atual ordem internacional — uma ordem em que até os membros permanentes do Conselho de Segurança estão dispostos a “abandonar todos os princípios e a abraçar a criminalidade” para servir os objetivos de “um regime genocida e ocupante.”

    O Ministério das Relações Exteriores iraniano reiterou a determinação do país em defender seu território, povo e soberania “por toda a força e meios necessários” e indicou que quaisquer novas violações pelos Estados Unidos seriam recebidas com respostas firmes e diretas.

    “A República Islâmica do Irã está determinada a defender o território, a soberania, a segurança e o povo do Irã por todas as forças e meios contra a agressão criminosa dos Estados Unidos.”

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