Conversas em Islamabad entre delegações do Irã, esta representada pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, avançaram para fase de troca de textos visando arcabouço comum, mas EUA tem dificultado progresso do processo com exigências excessivas recorrentes, relatou correspondente da Tasnim em Islamabad / Foto PressTV
Islamabad (PK) · 12 de abril de 2026
As conversas diretas entre o Irã e os Estados Unidos, realizadas neste sábado (11/abr) na capital paquistanesa Islamabad, concluíram-se sem avanço concreto. O vice-presidente norte-americano J.D. Vance confirmou o impasse ao retornar aos Estados Unidos, destacando a ausência de acordo após extensas rodadas de discussão, segundo o The New York Times.
Fontes iranianas, por sua vez, atribuíram o fracasso às “exigências excessivas” impostas pela delegação americana, especialmente sobre o Estreito de Ormuz e outras questões estratégicas.
A televisão estatal iraniana e agências como Tasnim noticiaram que tais demandas impediram a construção de um quadro comum, reforçando a percepção de Teerã sobre posturas intransigentes de Washington.
A delegação iraniana, liderada pelo presidente do Parlamento Mohammad Baqer Qalibaf e incluindo o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi, chegou a Islamabad com linhas vermelhas claras.
Entre elas, o fim dos ataques israelenses no Líbano e o desbloqueio de ativos iranianos congelados no exterior.
O porta-voz iraniano expressou profunda desconfiança: “Nossa experiência em negociar com os americanos sempre foi marcada por fracassos e promessas quebradas”, ecoando o posicionamento oficial de que a diplomacia representa “uma continuação da luta empreendida pelos defensores da terra do Irã”, conforme transcrito no Tehran Times.
Do lado americano, J.D. Vance liderou a equipe ao lado do enviado especial Steve Witkoff e de Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump.
Antes das reuniões, Vance havia sinalizado disposição para um entendimento “se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa-fé”.
Ao final da maratona de mais de 15 horas, ele reconheceu discussões substantivas, mas admitiu: “A má notícia é que não chegamos a um acordo”.
O vice-presidente avaliou que o desfecho pesa mais para o Irã do que para os Estados Unidos.
O Paquistão, na figura do primeiro-ministro Shehbaz Sharif, atuou como mediador fundamental, acolhendo as partes em meio a um cessar-fogo temporário de duas semanas anunciado dias antes.
Apesar dos esforços, divergências persistiram sobre segurança regional, programa nuclear iraniano e controle de rotas marítimas vitais para o comércio global de petróleo.
O Irã não perdoa o histórico de hostilidades e traições americanas, nem os crimes atribuídos à “entidade sionista”, conforme declarações oficiais.
Essa postura reflete uma visão soberana que prioriza a justiça e a autodeterminação frente a pressões externas, alinhada a princípios democráticos de não interferência e respeito mútuo entre nações.
Fontes iranianas indicam que uma nova rodada pode ocorrer ainda neste domingo a pedido do Paquistão.
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O IRÃ foi atacado pelos EUA e Israel, a briga é o estreito de Ormuz. Os EUA usam seu poderio bélico para afrontar o mundo, o Irã deveria liberar o tráfico de petroleiros, menos para EUA e seus aliados,