Caso o Partido dos Trabalhadores consiga na Corte impedir parlamentares como Carla Zambelli, Nikolas Ferreira e Bia Kicis, dentre outros, a Comissão será quase 100% governista
O Partido dos Trabalhadores entrará com ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para barrar a participação de bolsonaristas investigados pela PF (Polícia Federal) na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do ‘8 de Janeiro‘.
O deputado federal pelo RJ, Lindbergh Farias, afirmou que colocará o tema “na mão do nosso corpo jurídico do PT“. O parlamentar disse que o regimento do Congresso impede que deputados e senadores possam votar em assuntos de interesse pessoais.
Na quinta-feira, por exemplo, deputados da base da governo não aceitaram a indicação do deputado bolsonarista André Fernandes (PL-CE) para participar da Comissãodos atos golpistas.
Fernandes é o autor do requerimento, mas aliados do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamam que ele não pode participar por ser investigado por suspeita de incentivar os mesmos atos.
Parlamentares bolsonaristas tentam alardear no governo uma omissão que teria facilitado os ataques, conforme mostra matéria no Globo.
Um vídeo, revelado pela ‘CNN Brasil‘, em que o general Gonçalves Dias, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, aparece ao lado dos invasores amplificou a estratégia dos opositores do governo.
Segundo o influenciador Thiago dos Reis, no ‘Twitter‘, “não se pode ser investigado e investigador ao mesmo tempo“.
Assim, parlamentares apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como os deputados federais Carla Zambelli (PL-SP), Nikolas Ferreira (PL-MG), André Fernandes (PL-CE), Bia Kicis (PL-DF) e Gustavo Gayer (PL-GO), dentre outros, “serão barrados“, afirmou, convicto, o youtuber, na plataforma.
Caso o pedido do PT no STF seja aceito, “vai ser uma CPMI quase 100% governista“, pontuou o empresário Thiago dos Reis.
