“Se eu quisesse fugir, ficava em Portugal. Voltei ao Brasil porque não devo nada. Como apreendem o passaporte de um líder religioso respeitado? Isso é coisa do chefe da Gestapo”
Brasília, 23 de agosto de 2025
No último culto realizado na Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, o pastor Silas Malafaia, alvo de investigações da Polícia Federal (PF), emocionou-se ao abordar as recentes acusações contra ele.
A operação, que resultou na apreensão de seu celular e passaporte, está vinculada a um inquérito que apura suposta obstrução de Justiça no processo sobre tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante o sermão, Malafaia criticou a ação policial, afirmando: “Se eu quisesse fugir, ficava em Portugal. Voltei ao Brasil porque não devo nada. Como apreendem o passaporte de um líder religioso respeitado? Isso é coisa do chefe da Gestapo”.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, presente no evento, confortou Malafaia, demonstrando solidariedade em um momento de forte pressão judicial.
A relação entre os dois é marcada por uma longa amizade, consolidada desde 2010, quando Bolsonaro conheceu o pastor em um culto da mesma igreja.
Malafaia, que celebrou o casamento de Jair e Michelle em 2013, é considerado um dos principais conselheiros do ex-presidente, especialmente na conexão com a comunidade evangélica, que representa 26,9% da população brasileira.
A investigação da PF, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), aponta Malafaia como um dos organizadores de uma manifestação em 3 de agosto, na qual Bolsonaro apareceu em vídeo, descumprindo medidas cautelares impostas pelo STF.
O pastor, conhecido por seu tom combativo, não recuou: “Eu vou botar para quebrar. Vocês não me calam. Não tenho medo de prisão e de investigação política e de pura perseguição”.
Ele também criticou o vazamento da investigação para a mídia, questionando: “Que país é esse onde a Polícia Federal vaza uma acusação contra alguém para a Globo?”.
Michelle, por sua vez, tem enfrentado suas próprias tensões. Em 2023, durante um culto em Brasília, ela também chorou, alegando “perseguição e injustiça” em meio a investigações sobre a venda ilegal de joias sauditas, um caso que envolve tanto ela quanto Bolsonaro.
No culto recente, sua presença ao lado de Malafaia reforça a aliança entre os dois, que têm se posicionado como vozes centrais da direita evangélica no Brasil.
A operação da PF contra Malafaia gerou reações mistas. Enquanto aliados como Eduardo Bolsonaro permanecem em silêncio, outros líderes evangélicos têm evitado manifestações públicas, temendo represálias judiciais.








Malafaia e agressivo sempre em suas falas . Aliás ele não fala : grita , berra . Ele é o pior tipo de pastor : aquele que explora suas ovelhas.
Vocês estão errados, o Malafaia não tem um tom combativo, ele É agressivo sempre, além disso é hipócrita, procurem às imagens dele chorando, no que sería seu último programa na madrugada da TV bandeirantes, porque tinha acabado o dinheiro, e ele apelando para o povo lhe ajudar, isso na década de 80.
O cerco vem se fechando nessa articulação infame de criar no país um caos político e uma ética circunstancial e destrutiva .
A hora da Michelle, como de outros, vai chegar também. É só esperar. Temos de mudar essa tendência nefasta.
O STF tem dado mostras de coragem e justica SIM. ALEXANDRE DE MORAES, foi e continua sendo uma grata surpresa, como capaz de estancar a inércia tóxica do sistema. É possível termos um poder judiciário independente e cônscio de seus deveres para com a nação como um todo, retirando da agenda política o.lugar comum deste descaso crônico para com a res pública e sociedade em que vivemos.
Os comentários estão fechados.