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Envelope secreto e rombo bilionário: rastro do Master mira deputado do PL e pode parar no STF; saiba quem é

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    Sede do Banco Master, em São Paulo / Foto pública: Caroline Marcondes/Google


    Apreensões revelam negociações imobiliárias na Bahia envolvendo parlamentar e manobras da defesa para mudar foro judicial; ex-presidente do BRB tem oitiva adiada enquanto auditoria apura prejuízo em carteiras de crédito fantasmas



    Brasília, 02 de dezembro 2025

    As investigações da Polícia Federal sobre o escândalo financeiro do Banco Master ganharam novos e explosivos contornos. O que começou como uma apuração de fraudes bancárias agora ameaça atingir o coração do Congresso Nacional, revelando conexões com a política e estratégias jurídicas de alto risco.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.

    Durante o cumprimento de mandados da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de novembro, agentes encontraram indícios que ligam o caso a parlamentares, o que pode forçar a transferência de todo o inquérito para o Supremo Tribunal Federal (STF) e para a Procuradoria-Geral da República (PGR).

    O Elo com o Parlamento: Envelope Misterioso

    Em um desdobramento exclusivo revelado no texto “Negócio com deputado do PL surge em apreensão da PF no caso Banco Master”, investigadores localizaram um envelope citando o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) em um dos endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

    Dentro do envelope, a PF encontrou documentos referentes a uma transação imobiliária na Bahia. Bacelar admitiu a interação, alegando que participou da criação de um fundo para um empreendimento em Trancoso, distrito de Porto Seguro.

    Segundo o parlamentar, Vorcaro demonstrou interesse na compra, recebeu a documentação, mas o negócio “não se concretizou”.

    O deputado afirmou: “Quando o banco começou a entrar em dificuldade, ele pediu mais um tempo para poder exercer a opção. Foi feito um documento dando a opção de compra a Daniel Vorcaro”.

    Embora a PF avalie preliminarmente que este negócio imobiliário não tenha relação direta com o foco principal da investigação — a venda fraudulenta do Master para o Banco de Brasília (BRB) —, a defesa de Vorcaro já utiliza o achado como peça chave.

    Em petição enviada ao STF na sexta-feira (28/nov), os advogados pedem que o ministro Dias Toffoli assuma o caso, comparando-o à Operação Overclean, que também envolveu transações de imóveis com políticos.

    O Rombo no BRB e a Dança das Cadeiras

    Enquanto a defesa tenta levar o processo para a corte suprema, a situação no Distrito Federal permanece crítica. Conforme detalhado pelo Correio Braziliense, o esquema envolve a emissão e negociação de carteiras de crédito inexistentes (“títulos fantasmas“).

    O BRB teria adquirido R$ 12,2 bilhões desses ativos tóxicos, uma operação classificada como “temerária” pelo Banco Central (BC).

    O escândalo resultou na demissão do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor financeiro Dario Oswaldo Garcia Júnior, por ordem do governador Ibaneis Rocha.

    Costa tinha depoimento marcado na Superintendência da PF para a segunda-feira (01/dez), mas a oitiva foi adiada sem nova data definida. Seu advogado, Cleber Lopes, afirma que o ex-gestor está “convencido de que prestará todos os esclarecimentos necessários”.

    Para tentar estancar a crise, Nelson Antônio de Souza assumiu a presidência do BRB, com aval do Banco Central e apoio político reafirmado por Ibaneis Rocha em ato no Palácio do Buriti.

    O banco estatal anunciou a contratação de auditoria forense e um escritório jurídico para revisar as áreas de Compliance e Riscos. A instituição alega que, dos R$ 12,2 bilhões “em carteiras problemáticas“, mais de R$ 10 bilhões já foram “liquidados ou substituídos”.

    Prisões e Liberdade

    Daniel Vorcaro, figura central do esquema, chegou a ser preso no Aeroporto de Guarulhos tentando embarcar para o exterior.

    Após 11 dias detido, foi solto no sábado (29/nov) por decisão da desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), e agora é monitorado por tornozeleira eletrônica.

    O Banco Master segue sob liquidação extrajudicial decretada pelo BC.

    O cenário é de tensão máxima: a PF analisa celulares apreendidos — incluindo o de Paulo Henrique Costa, entregue voluntariamente — enquanto a possibilidade de foro privilegiado pode mudar os rumos da justiça.

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