‘INSUSTENTÁVEL’, diz o ‘UOL Confere’ – iniciativa para combater fake news, sobre Moro na CNN

24/11/2021 0 Por Redação Urbs Magna
‘INSUSTENTÁVEL’, diz o ‘UOL Confere’ – iniciativa para combater fake news, sobre Moro na CNN

O ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e atual candidato à Presidência da República, Sergio Moro, em entrevista a jornalista da CNN, William Waack, nesta terça-feira | Imagem reprodução


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Ex-juiz não passou no filtro do portal feito para esclarecer notícias falsas na internet, que lacrou: “Moro exagera sobre êxito da Lava Jato contra corrupção” na entrevista concedida a William Waack

O portal do UOL criado para combater e esclarecer as notícias falsas [fake news] na internet, o ‘UOL Confere‘, classificou como ‘INSUSTENTÁVEL‘, assim, em letras garrafais, algumas informações declaradas pelo ex-juiz federal de Curitiba, Sergio Moro, durante sua entrevista à CNN Brasil, concedida ao jornalista William Waak, nesta terça-feira (23/11).

O atual pré-candidato pelo Podemos ao Planalto em 2022 não passou no ‘detector de mentiras’ dos jornalistas da iniciativa que surgiu para desmentir e mostrar a verdade, que já no título da matéria escreveram: “Moro exagera sobre êxito da Lava Jato contra corrupção“.

Moro disse que a Operação Lava Jato “conseguiu quebrar a impunidade da prática da grande corrupção. A Petrobras foi saqueada como nunca antes neste país e ninguém era punido. A Lava Jato veio e quebrou essa tradição“.

Ao ouvir isso, a jornalista Letícia Mutchnik, do UOL em São Paulo, lacrou: “A informação do atual pré-candidato à Presidência em 2022 pelo Podemos é INSUSTENTÁVEL“.

Mutchnik explicou que “muitos investigados que foram presos acabaram soltos tempos depois ou cumprindo pena em casas luxuosas, como o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa“. Ela prosseguiu afirmando que, “além disso, algumas condenações foram arquivadas ou modificadas, como a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)“.

Dos políticos brasileiros denunciados pela força-tarefa da Lava Jato desde o início da operação, em 2014, havia 174 condenados (somando 1ª e 2ª instâncias), mas apenas um continuava atrás das grades: o ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Isso sem contar os políticos que foram alvos de inquéritos da Lava Jato, mas não chegaram a enfrentar de fato denúncias. Também houve críticas por excesso de delações premiadas, que acabaram por aliviar condenações de envolvidos nos crimes“.

É falso que todas as decisões de Moro foram mantidas“, destacou Mutchnik, explicando que “não é verdadeiro para todos os casos, já que houve anulações de condenações“.

Moro disse: “Eu tomei as decisões, mas hoje, quando se critica a Lava Jato, parece que eu fiz tudo sozinho. Não foi. Foi um trabalho institucional e as minhas decisões foram analisadas pelo Tribunal Regional Federal, de Porto Alegre, pelo Superior Tribunal de Justiça

Sobre a inverdade contada por Moro, a jornalista esclareceu que:

  1. em agosto de 2020, a 8ª Turma do TFR-4 derrubou por unanimidade uma decisão de Moro e absolveu o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira e o presidente da empreiteira Construcap, Roberto Ribeiro Capobianco”.
  2. Já em maio deste ano, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou uma sentença da 13ª Vara de Curitiba de 2020 contra a empreiteira Queiroz Galvão.
  3. O STJ recentemente também tomou ações contrárias à Lava Jato. Em fevereiro, o presidente da corte, Humberto Martins, abriu um inquérito contra procuradores do MPF (Ministério Público Federal) em Curitiba que atuaram na operação. A decisão foi suspensa pela ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), em março deste ano.

Maiores recessões em 2014 e 2016

Moro também criticou as gestões do PT na Presidência, afirmando que:

“A semente plantada” no governo Lula fez com que os anos de 2014 e 2016 tivessem a pior recessão da história do Brasil. Nunca houve uma recessão tão grande assim na história do Brasil.”

O UOL Confere desmente e corrige a informação:

Em 2014, o Produto Interno Bruto (PIB), após revisão feita em 2016, chegou a R$ 5,779 trilhões —registrando crescimento de 0,5%. Em 2015, por sua vez, o PIB apresentou queda de 3,8%. Já em 2016, a economia brasileira encerrou o ano pela segunda vez com baixa de 3,6%“.

Segundo o economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor de Relações Internacionais do Banco Central do Brasil, realmente “a recessão de 2014-16 foi a pior da história, notando que não temos dados trimestrais antes de 1980 nem dados anuais plenamente comparáveis antes de 1947”.

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