Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Influenciadora é condenada a 8 anos de prisão por racismo contra Titi, filha de Gagliasso e Ewbank

    A racista Dayane Alcântara e, ao fundo, Bruno Gagliasso, Giovanna Ewbank e Titi, em foto reprodução Fantástico

    Ator já esteve reunido com o Presidente Lula, antes das eleições de 2022, em um encontro que motivou a criação do Ministério da Igualdade Racial, que foi apoiado pela esposa – O casal tem dois filhos negros

    A Justiça Federal do Rio condenou a blogueira influenciadora e socialite Dayane Alcântara, conhecida por Day McCarthy, a 8 anos e 9 meses de prisão por injúria racial e racismo contra Titi, filha dos atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank.

    Gagliasso registrou ocorrência contra a influenciadora em novembro de 2017. A racista xingou Titi nas redes sociais de “macaca“, quando a criança tinha apenas 4 anos. Contudo, ator só conseguiu entrar com a denúncia em 2021.

    O casal considerou a condenação histórica, mas a defesa de Dayane afirmou que vai recorrer da decisão.

    A advogada da família celebrou a decisão, destacando que o processo corre em segredo de Justiça por envolver uma menor de idade.

    A nota de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso:

    “Hoje a gente vem celebrar uma vitória contra o racismo. E sabemos que, infelizmente, esta vitória acontece por termos visibilidade e brancos e, portanto, mais ouvidos que a população negra que, desde que foi sequestrada para este país, não para de gritar e sangrar. Nunca é tarde, mas ainda é tarde.

    Quando nossa filha Chissomo tinha apenas 4 anos, em 2017, foi alvo pela primeira vez do racismo. Títi, como vocês conhecem, nem sabia que poderia ser vítima assim como ocorre com toda criança preta. O crime veio de uma mulher eugenista, que encontrou na internet o ambiente perfeito para proferir violências hediondas – aqui, às vezes o mundo parece retroceder com ataques às minorias crescendo de modo desmensurado. Demos voz aos idiotas?

    Mesmo com todos os nossos privilégios, o caminho foi longo: apenas em maio de 2021 conseguimos oferecer uma denúncia. E somente na última quarta-feira, dia 21 de agosto de 2024, sete anos depois, a Justiça Federal do Rio de Janeiro proferiu uma decisão inédita condenando a autora dos crimes por injúria racial e racismo. A pena? 8 anos e 9 meses de prisão em regime fechado.

    Essa á primeira vez que, em resposta ao racismo, o Brasil condena uma pessoa a prisão em regime fechado. Sim, estamos em 2024 e essa ainda é a primeira vez. Apesar de tardio, é histórico. O direito criminal diz que pouco pode ser feito pela reversão da pena, no máximo sua redução. E assim esperamos e seguiremos confiantes na justiça, pois há anos estamos lutando por entendermos que esta vitória não é nossa, mas da nossa filha, coletiva e de toda uma comunidade.

    Seguimos confiantes na atuação consistente do judiciário para assegurar que crimes de racismo sejam devidamente reconhecidos e punidos – enaltecemos também a Procuradoria da República do Rio de Janeiro pela atuação firme e combativa. E somos gratos à advogada @julianasouzaoris e sua equipe que nunca nos deixou esmorecer.

    Como pais, estamos emocionados e agradecemos: a comoção pública foi fundamental para este avanço. Não temos mais nada a declarar, mas seguiremos vigilantes porque o racismo está longe de acabar.

    Bruno e Giovanna

    A família Gagliasso

    Bruno Gagliasso, 42, e Giovanna Ewbank, 37, estão juntos há mais de 15 anos e têm três filhos: Titi, 11; Bless, 9 e Zyan, 4. A menina nasceu no Malawi, no sudeste da África, ao norte de Moçambique, em 2016. O menino mais velho também nasceu no mesmo país. O caçula é brasileiro.


    Bruno e Giovanna votaram no Presidente Lula, enquanto o irmão do ator, Thiago Gagliasso, é bolsonarista e se elegeu deputado estadual pelo Rio de Janeiro nas eleições 2022.


    Thiago Gagliasso com Jair Bolsonaro (E) | Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso  (Reprodução/Instagram)

    O ator petista esteve em uma reunião com Lula antes da eleição, quando o estadista afirmou segundo contou depois Giovanna, que criaria o Ministério de Igualdades Raciais e, dos “povos originários“. Na ocasião, Lula “falou sobre tipificar injúria como crime de racismo… E isso já aconteceu em menos de um mês de governo!“, declarou a atriz, na revista Veja.

    Claro que precisamos de mais, de muito mais. Mas fico feliz de já estarmos vendo mudança, um avanço depois de um desgoverno de quatro anos. Nos enche de orgulho estarmos do lado certo da História e, de alguma maneira, contribuir para um Brasil melhor, não só para os nossos três filhos, mas para todos“.

    Receba notícias do Canal Urbs Magna no WhatsApp

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading