A influenciadora brasileira Débora Rocha em frame de vídeo mostrando a mordida que custou US$ 17 mil nos EUA / Foto: reprodução Instagram | Ao lado, o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump / Imagem divulgação FLICKR
Brasília (DF) 05 de maio de 2026
A influenciadora digital Débora Rocha transformou uma situação corriqueira em um alerta viral sobre os custos abusivos da saúde nos Estados Unidos.
O que era para ser apenas um contratempo de viagem – a mordida de um poodle – resultou em uma fatura hospitalar de US$ 17 mil (aproximadamente R$ 84 mil).
Os vídeos publicados no Instagram e no TikTok já ultrapassaram a marca das 100 mil visualizações e inflama discussões sobre a falta de um sistema universal de saúde na terra da MAGA (Make America Great Again – Faça a América Grande Novamente), liderada por Donald Trump.
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
O caso, ocorrido na última semana, ilustra a vulnerabilidade de turistas desavisados. Sob a ótica deste portal, a história de Débora não é sobre um imprevisto, mas sobre a mercantilização da saúde, onde um atendimento emergencial pode custar o valor de um carro popular.
O ataque e o susto financeiro
Tudo começou na Carolina do Norte, onde Débora estava hospedada. Ao tentar devolver um filhote de shih tzu que invadiu a cerca, foi atacada por um poodle marrom.
“Ele simplesmente me deu uma mordida. Eu tirei o meu braço e fez um buraco, arrancou um pedaço da minha pele”, relatou a influenciadora.
Sem comprovação de vacinação do animal e com medo da raiva, ela seguiu viagem para Orlando e buscou atendimento.
A surpresa veio ao descobrir que o protocolo antirrábico nos EUA exige ida a um Emergency Room (ER) , o pronto-socorro.
Diferente do Brasil, onde a vacina está disponível em postos de saúde, nos EUA a conta é estratosférica.
O Jornal de Brasília detalha os valores: o atendimento de Débora Rocha foi dividido em itens que chocaram os seguidores: US$ 2,5 mil por dose da vacina antirrábica (foram duas aplicações), US$ 4 mil pela imunoglobulina e US$ 5 mil apenas pela taxa de entrada no pronto-socorro de Orlando.
O total da fatura chegou a US$ 17 mil.
O seguro que salvou e o SUS que acolheu
Apesar do susto, Débora Rocha tinha um trunfo: um seguro-viagem com cobertura de até US$ 175 mil.
A seguradora assumiu o pagamento da dívida, impedindo que a viagem terminasse em um superendividamento. “Quando ela virou para mim e falou 17 mil dólares, eu fiquei muito triste pensando nas pessoas que não têm plano de saúde lá”, desabafou a influenciadora.
O episódio, no entanto, teve um desfecho irônico e didático. As duas últimas doses do esquema vacinal estão sendo tomadas por Débora gratuitamente no Brasil, pelo SUS.
A comparação entre o sistema público brasileiro e o modelo privado americano gerou uma enxurrada de comentários.
A história serviu como uma “missa em louvor ao SUS” , expondo que, apesar das dificuldades, o acesso universal à saúde é um patrimônio democrático inegociável.
Lições para o viajante brasileiro
O caso serve como um alerta para os mais de 2 milhões de brasileiros que visitam os EUA anualmente. A regra é clara: sem seguro-viagem, qualquer acidente pode levar à falência pessoal.
A vacina antirrábica não está disponível em farmácias ou clínicas comuns, forçando o paciente a recorrer ao caríssimo sistema de emergência hospitalar.
Débora chegou a perguntar para a tutora se os cães mordiam e recebeu a negativa.
A falta de comprovação oficial da vacinação do animal foi o que motivou a busca pelo atendimento de emergência.
SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:

Nesses preços estratosféricos, é provável que poucos tutores vacinem
Gostam de morar la, acham o máximo? Pois fiquem por lá. Aqui não fazem falta!!!