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Inflação de outubro tem menor taxa em 27 anos e marca desaceleração histórica no Brasil sob Lula

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    Presidente Luiz
    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Ricardo Stuckert


    Economia brasileira avança com queda expressiva nos preços de energia e alimentos, impulsionando poder de compra e otimismo no mercado financeiro



    Brasília, 11 de novembro 2025

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta terça-feira (11/nov) que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal termômetro da inflação no país, registrou alta de apenas 0,09% em outubro de 2025.

    Esse patamar representa a menor variação para o mês desde 1998, quando o índice marcou 0,02%, superando expectativas de analistas que projetavam 0,16%, conforme mediana do boletim Focus do Banco Central do Brasil (BC).

    A notícia, divulgada em meio a debates sobre a política monetária, reforça sinais de controle inflacionário sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com impactos diretos no custo de vida das famílias brasileiras.

    A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, destacou o feito em postagem nas redes sociais, atribuindo o resultado à “política econômica responsável e social do governo Lula, que coloca o povo no centro das decisões e faz o Brasil crescer de forma sustentável”.

    Segundo ela, o avanço traz “mais dinheiro no bolso do trabalhador e confiança renovada na economia”, com ênfase em empregos em alta, estabilidade e “comida mais em conta na mesa da população”.

    A declaração da petista ecoa o otimismo oficial e contrasta com críticas recentes à manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) vista por alguns como excessivamente restritiva.

    Fatores que Impulsionaram a Queda

    O recuo foi impulsionado principalmente pela redução nas tarifas de energia elétrica residencial, que caíram 2,39% devido à migração da bandeira tarifária vermelha patamar 2 para o patamar 1, gerando impacto negativo de -0,10 ponto percentual no IPCA, conforme detalhado pelo IBGE.

    O grupo Habitação, como um todo, registrou deflação de 0,35%. Paralelamente, a alimentação no domicílio apresentou queda de 0,16%, com destaques para o arroz (-2,49%) e o leite longa vida (-1,88%), rompendo uma sequência de pressões sazonais no segundo semestre.

    Esses elementos contrabalançaram altas pontuais, como passagens aéreas (+4,48%) e combustíveis (+0,32%), limitando o avanço no grupo Transportes a 0,11%.

    No acumulado do ano, o IPCA soma 3,73%, enquanto em 12 meses chega a 4,68% – o menor patamar desde janeiro de 2025 (4,56%) e abaixo dos 5,17% observados até setembro.

    Apesar de ainda acima do teto da meta de 4,5% (centro em 3%, com tolerância de ±1,5 ponto percentual), o índice sinaliza convergência para o intervalo permitido, conforme ata do Copom divulgada hoje.

    Economistas como Leonardo Costa, da ASA Investimentos, veem no dado um “qualitativo benigno”, com desaceleração na inflação subjacente de serviços (0,41% em outubro), sugerindo revisões para baixo nas projeções anuais, de 4,6% para 4,5%.

    Tabela 1: Resumo IPCA e INPC (Outubro de 2025)

    Índice Variação Outubro (%) Acumulado no Ano (%) Acumulado 12 Meses (%)
    IPCA 0,09 3,73 4,68
    INPC 0,03 3,65 4,49
    Fonte: IBGE
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    Tabela 1: Resumo IPCA e INPC (Outubro de 2025)
    Esta tabela apresenta os resultados consolidados dos dois principais índices de inflação apurados pelo IBGE: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
    Variação de Outubro: O IPCA registrou variação de 0,09% em outubro de 2025, representando uma desaceleração significativa de 0,39 ponto percentual (p.p.) em relação à taxa de 0,48% observada em setembro.
    O INPC apresentou uma alta mais contida, ficando em 0,03%.
    Acumulado no Ano: De janeiro a outubro de 2025, o IPCA acumulou alta de 3,73%, enquanto o INPC acumulou 3,65%.
    Acumulado 12 Meses: Nos 12 meses encerrados em outubro, o IPCA somou 4,68%, valor inferior aos 5,17% do período imediatamente anterior. Já o INPC acumulou 4,49%, abaixo dos 5,10% dos 12 meses anteriores.


    Tabela 2: IPCA: Variação e Impacto por Grupos (Setembro x Outubro)

    Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
    Setembro Outubro Setembro Outubro
    Índice Geral 0,48 0,09 0,48 0,09
    Alimentação e bebidas -0,26 0,01 -0,06 0,00
    Habitação 2,97 -0,30 0,45 -0,05
    Artigos de residência -0,40 -0,34 -0,01 -0,01
    Vestuário 0,63 0,51 0,03 0,02
    Transportes 0,01 0,11 0,00 0,02
    Saúde e cuidados pessoais 0,17 0,41 0,02 0,06
    Despesas pessoais 0,51 0,45 0,05 0,05
    Educação 0,07 0,06 0,01 0,00
    Comunicação -0,17 -0,16 -0,01 0,00
    Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços [3]
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    Tabela 2 : IPCA: Variação e Impacto por Grupos (Setembro x Outubro)
    Esta tabela detalha como a variação de preço em cada um dos nove grupos de produtos e serviços afetou o índice geral do IPCA, comparando setembro e outubro de 2025.
    Grupos com Maiores Quedas (Variação Negativa) em Outubro: Três grupos registraram variação negativa: Habitação (-0,30%), que teve o maior impacto negativo no índice; Artigos de residência (-0,34%) e Comunicação (-0,16%).
    A queda no grupo Habitação foi motivada principalmente pela variação negativa de -2,39% na energia elétrica residencial, sendo o maior impacto negativo no índice do mês (-0,10 p.p.), refletindo a mudança da bandeira tarifária de vermelha patamar 2 para vermelha patamar 1.
    Grupos com Maiores Contribuições (Impacto Positivo) em Outubro:
    O grupo Saúde e cuidados pessoais (0,41%) exerceu o maior impacto no índice do mês, com 0,06 p.p., impulsionado por artigos de higiene pessoal (0,57%) e planos de saúde (0,50%).
    Despesas pessoais (0,45%) também contribuiu com 0,05 p.p., destacando-se o subitem empregado doméstico (0,52%) e pacote turístico (1,97%).
    O grupo Vestuário (0,51%) teve a maior variação em termos percentuais entre as altas, com destaque para calçados e acessórios (0,89%) e roupa feminina (0,56%).
    Alimentação: O grupo Alimentação e bebidas (0,01%) ficou praticamente estável, com a alimentação no domicílio caindo 0,16% (devido a itens como arroz e leite longa vida), mas a alimentação fora do domicílio acelerou para 0,46%.


    Tabela 3: Variação da Energia Elétrica Residencial por Região (Outubro)

    Região Variação (%) Variação Acumulada (%)
    Outubro Ano 12 meses
    Goiânia 6,08 15,09 6,41
    Belém -0,62 8,79 1,93
    Brasília -0,69 10,71 -3,45
    Campo Grande -0,83 6,29 0,82
    São Luís -1,02 23,87 14,17
    Salvador -1,54 8,51 -0,60
    Porto Alegre -1,88 16,10 4,39
    Vitória -2,10 23,60 11,24
    Recife -2,64 12,56 1,28
    Belo Horizonte -2,71 14,07 5,53
    São Paulo -3,17 21,60 7,58
    Aracaju -3,63 15,50 5,06
    Rio de Janeiro -3,72 4,87 -4,02
    Rio Branco -3,73 0,93 -7,49
    Curitiba -4,17 9,70 1,16
    Fortaleza -4,82 5,11 -4,36
    Brasil -2,39 13,64 3,11
    Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços [7]
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    Tabela 3: Variação da Energia Elétrica Residencial por Região (Outubro)
    Esta tabela isola a variação do subitem energia elétrica residencial por região, que foi crucial para a queda do IPCA em outubro.
    A nível nacional, a energia elétrica caiu -2,39%, devido à mudança da bandeira tarifária de vermelha patamar 2 para patamar 1.
    Apesar da tendência de queda geral, Goiânia registrou uma alta de 6,08% em outubro, devido à incorporação de um reajuste tarifário de 19,56%.
    Outros reajustes em Brasília e São Paulo resultaram em quedas de -0,69% e -3,17%, respectivamente.
    A energia elétrica residencial acumula alta de 13,64% no ano, sendo o principal impacto positivo no acumulado do período (0,53 p.p.).


    Tabela 4: IPCA: Variação por Regiões

    Região Peso Regional (%) Variação Mensal (%) Variação Acumulada (%)
    Setembro Outubro Ano 12 meses
    Goiânia 4,17 0,75 0,96 3,42 4,68
    Porto Alegre 8,61 0,50 0,33 4,04 4,59
    Vitória 1,86 0,76 0,31 4,67 5,39
    Belém 3,94 0,27 0,26 3,74 4,87
    Aracaju 1,03 0,52 0,20 4,22 5,17
    Recife 3,92 0,56 0,17 3,84 4,64
    Rio Branco 0,51 0,46 0,10 2,52 4,01
    Brasília 4,06 0,41 0,06 3,85 4,44
    Salvador 5,99 0,17 0,06 3,17 4,39
    São Paulo 32,28 0,57 0,04 4,20 5,17
    Fortaleza 3,23 0,38 -0,02 3,46 4,59
    Curitiba 8,09 0,37 -0,02 3,70 4,59
    Rio de Janeiro 9,43 0,48 -0,06 2,78 3,89
    Campo Grande 1,57 0,55 -0,08 2,74 3,83
    São Luís 1,62 1,02 -0,15 3,49 4,57
    Belo Horizonte 9,69 0,31 -0,15 3,51 4,36
    Brasil 100,00 0,48 0,09 3,73 4,68
    Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços [9]
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    Tabela 4: IPCA: Variação por Regiões
    Esta tabela detalha a variação do IPCA (que atende famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos) por região.
    A maior variação mensal (Outubro) foi registrada em Goiânia (0,96%), impulsionada pela alta da energia elétrica residencial (6,08%) e da gasolina (4,78%).
    As menores variações, ambas negativas, ocorreram em São Luís (-0,15%) e Belo Horizonte (-0,15%).
    A região com maior Peso Regional no cálculo do índice nacional é São Paulo (32,28%).


    Tabela 5: INPC: Variação por Regiões

    Região Peso Regional (%) Variação Mensal (%) Variação Acumulada (%)
    Setembro Outubro Ano 12 meses
    Goiânia 4,43 0,80 0,92 3,15 4,41
    Vitória 1,91 0,98 0,32 4,95 5,40
    Porto Alegre 7,15 0,61 0,30 4,21 4,59
    Belém 6,95 0,26 0,23 3,74 4,53
    Aracaju 1,29 0,58 0,13 4,42 5,31
    Recife 5,60 0,48 0,13 3,74 4,48
    Rio Branco 0,72 0,41 0,11 2,36 3,85
    Brasília 1,97 0,28 0,07 3,31 3,77
    Fortaleza 5,16 0,36 0,01 3,52 4,60
    Salvador 7,92 0,16 -0,01 3,09 4,27
    Curitiba 7,37 0,36 -0,04 3,49 4,26
    São Paulo 24,60 0,75 -0,09 4,35 5,05
    Rio de Janeiro 9,38 0,47 -0,10 2,48 3,69
    Campo Grande 1,73 0,56 -0,11 2,52 3,83
    São Luís 3,47 0,95 -0,14 3,42 4,42
    Belo Horizonte 10,35 0,30 -0,21 3,46 4,18
    Brasil 100,00 0,52 0,03 3,65 4,49
    Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços [10]
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    Tabela 5: INPC: Variação por Regiões
    Esta tabela detalha a variação do INPC, que se aplica a famílias com rendimento de 1 a 5 salários mínimos.
    A maior variação mensal do INPC foi registrada em Goiânia (0,92%), também impulsionada pela energia elétrica residencial (6,16%) e gasolina (4,78%).
    Por outro lado, a menor variação (-0,21%) ocorreu em Belo Horizonte, devido às quedas na gasolina (-3,97%) e na energia elétrica residencial (-2,68%).
    No contexto nacional do INPC, os produtos alimentícios ficaram estáveis (0,00%), após uma queda de -0,33% em setembro.


    Para compreender a relevância desse marco, é essencial revisitar o histórico da inflação brasileira, marcado por volatilidades extremas.

    Nos anos 1990, antes do Plano Real, o país enfrentava hiperinflação crônica, com picos acima de 2.000% ao ano em 1993, impulsionados por desequilíbrios fiscais e indexação de preços.

    A estabilização veio em 1994, mas outubro de 1998 – referência para o atual recorde – ocorreu em um contexto de recuperação pós-crise asiática, com IPCA de 0,02%, graças a políticas de ancoragem das expectativas pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.

    Mais recentemente, em 2017, o país viu deflação em outubro (-0,05%), em meio à recessão pós-impeachment de Dilma Rousseff, com desemprego em 12,6% e PIB encolhendo 3,5%.

    Esse episódio, embora aliviando preços temporariamente, expôs fragilidades: a inflação acumulada em 12 meses era de 2,87%, mas o crescimento estagnado minou ganhos sociais.

    Em contraste, o atual cenário de 0,09% coincide com expansão econômica – PIB projetado em 2,5% para 2025 pelo Focus – e criação de 1,8 milhão de empregos formais no ano, per dados do Ministério do Trabalho e Emprego.

    Essa combinação de baixa inflação e atividade aquecida remete aos anos iniciais do primeiro mandato de Lula (2003-2006), quando o IPCA anual ficou em torno de 5%, mas com inclusão social via Bolsa Família impulsionando consumo sustentável.

    Estudos históricos, como os do IBGE, mostram que períodos de inflação abaixo de 0,1% em outubro – raros, ocorrendo apenas em 1998 e agora – frequentemente precedem ciclos de cortes na Selic, como visto em 1999 (de 45% para 19%).

    No entanto, analistas alertam para riscos persistentes, como choques climáticos afetando commodities e a dependência de bandeiras tarifárias na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

    O dado fortalece argumentos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por um afrouxamento monetário em dezembro.

    Projeções do mercado, atualizadas no Focus, estimam IPCA de 4,55% para o fim de 2025, com Selic terminando em 15%.

    Especialistas da XP Investimentos, como Alexandre Maluf, atribuem o alívio aos “quatro C’s da desinflação: câmbio, clima, commodities e China”, mas alertam que serviços (6,20% em 12 meses) ainda demandam vigilância.

    Para famílias e empresas, o impacto é imediato: com inflação anual abaixo de 5% pela primeira vez desde janeiro, o poder de compra se fortalece, especialmente em itens essenciais.

    O vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou, em declaração recente, a expectativa de cortes na Selic para estimular investimentos.

    Em resumo, outubro de 2025 não é apenas um número: é um divisor de águas que, se mantido, pode pavimentar um 2026 de crescimento inclusivo, ecoando as conquistas de gestões passadas sem repetir suas armadilhas.



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    1 comentário em “Inflação de outubro tem menor taxa em 27 anos e marca desaceleração histórica no Brasil sob Lula”

    1. Vania Barbosa Vieira

      Esse Lula é demais, meu presidente. 🎊🎊🎊
      Lula 2026!

    Os comentários estão fechados.

    🗣️💬

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