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“Inepto, bandido ou idiota”, diz Kakay após Bolsonaro dizer à PF que estava ‘drogado’ ao postar fake news

    Fabio Wajngarten disse que ex-presidente fez postagem fake sobre eleições “sem querer“, sob “efeitos de medicamentos“, durante internação nos EUA. Assim, Kakay argumenta que a fala pode anular todas as decisões do ex-chefe do Executivo

    O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que “talvez esta investigação [sobre o ‘8 de Janeiro‘] pudesse chegar à conclusão óbvia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “é um inepto ou um bandido ou só um idiota“.

    O comentário foi feito depois que o ex-presidente prestou depoimento à Polícia Federal, nesta quarta-feira (26/4), em que afirmou que estava sob o efeito de drogas medicamentosas, quando esteve em internação nos EUA, ao realizar uma postagem, e depois apagar, nas redes sociais, com mentiras sobre o processo eleitoral brasileiro.

    Em 11 de janeiro, Bolsonaro postou um vídeo em que um procurador do estado de Mato Grosso do Sul divulga teses infundadas e já desmentidas sobre as eleições de outubro de 2022, dizendo, por exemplo, que o povo brasileiro não tem “poder” sobre o processo de apuração dos votos.

    Duas horas depois, a mensagem foi apagada. A postagem foi feita três dias após o ‘8 de Janeiro’, quando manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas promoveram um quebra-quebra às sedes dos Três Poderes.

    O post, que duvidava do sistema eleitoral sem apresentar provas, foi considerado por investigadores um sinal de que Bolsonaro poderia ter encorajado a invasão. À PF, Bolsonaro afirmou que fez a postagem “sem querer” e seu ex-ministro e advogado, Fabio Wajngarten, disse à imprensa que ele estava sob efeitos de drogas medicamentosas durante o post.

    Diante disso, Kakay disse que “a linha adotada pela defesa do ex-presidente Bolsonaro“, de que ele não estava “no gozo pleno de suas faculdades mentais, em não poder assumir os seus atos quando assinou suas mensagens postadas em momento crítico da história recente” é “uma defesa de altíssima periculosidade“.

    O advogado disse ainda que Bolsonaro quer se eximir da responsabilidade do que assinou” e o classificou como um ser “vulgar” e “banal“.

    Em sua conclusão, o advogado sugeriu que “seria importante fazer uma comissão para analisar todas as decisões do ex-presidente” e acrescentou que, “talvez, esta investigação pudesse chegar à conclusão óbvia: ou o Bolsonaro é um inepto, ou um bandido ou, só um idiota“.

    As declarações foram reproduzidas pela jornalista Hildegard Angel, em seu perfil no ‘Twitter‘.

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