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Inelegível e denunciado, Bolsonaro descarta “passar o bastão” para 2026, em entrevista ao lado de Tarcísio

    Ex-presidente pode virar réu a partir do julgamento que se inicia nesta terça-feira (25/mar) pela Primeira Turma do STF sob acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado – SAIBA MAIS

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    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou, nesta segunda-feira (24/mar), que não tem a intenção de “passar o bastão” a outro nome para as eleições presidenciais de 2026, mesmo estando inelegível. A afirmação foi feita durante uma entrevista ao podcast Inteligência LTDA, onde Bolsonaro dividiu o espaço com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A informação foi publicada pelo portal UOL.

    Bolsonaro, que governou o Brasil entre 2019 e 2022, perdeu a elegibilidade por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023, após ser condenado por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha de 2022. A pena o impede de concorrer a cargos públicos até 2030.

    “Eu não pretendo passar o bastão para ninguém. O futuro a Deus pertence, mas eu sigo na luta”, afirmou Bolsonaro durante o podcast.

    Ao seu lado, Tarcísio de Freitas, um dos nomes frequentemente associados ao bolsonarismo e cotado como possível candidato à Presidência em 2026, acompanhou a entrevista. O governador de São Paulo, que foi ministro da Infraestrutura no governo Bolsonaro, tem se destacado como uma liderança em ascensão no campo da direita, mas não comentou diretamente as palavras do ex-presidente sobre o “bastão“. A presença de Tarcísio no podcast, no entanto, reforça a percepção de alinhamento entre os dois, o que pode alimentar especulações sobre o futuro político do grupo.

    A fala de Bolsonaro também pode ser interpretada como uma tentativa de sinalizar que ele não pretende abrir mão de seu protagonismo no espectro conservador, mesmo diante das limitações impostas pela Justiça Eleitoral. Analistas políticos sugerem que o ex-presidente pode estar planejando atuar nos bastidores, influenciando a escolha de candidatos e a narrativa das eleições, enquanto mantém sua base mobilizada.

    Julgamento no STF começa nesta terça-feira (25)

    O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, a partir das 9h30 desta terça-feira (25/mar), o julgamento que pode tornar Jair Bolsonaro réu por crimes relacionados a uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

    A Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin, analisará a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa Bolsonaro e sete aliados de envolvimento em atos que atentam contra o Estado Democrático de Direito. As sessões têm horários às 9h30 e às 14h, e podem se estender até quarta-feira (26/mar), às 9h30, caso necessário.

    A denúncia da PGR aponta Bolsonaro como líder de uma organização que teria planejado subverter o resultado das eleições de 2022, incluindo a incitação aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando prédios dos Três Poderes foram depredados por apoiadores do ex-presidente.

    Entre os crimes imputados estão tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado com violência e deterioração de patrimônio tombado. Além de Bolsonaro, os outros sete acusados são considerados parte do “núcleo crucial” da trama golpista. Todos também terão seus casos julgados nesta semana.

    O julgamento será conduzido pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes (relator), Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Caso a denúncia seja aceita, Bolsonaro e os demais passarão a responder como réus em um processo criminal no STF. O ex-presidente, por sua vez, declarou na véspera do julgamento, segundo o portal Metrópoles, que não tem “preocupação nenhuma” com a decisão da Corte.

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