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Indignado, comentarista da Globo avalia que Bolsonaro vai mesmo para domiciliar: ‘Cadeia é pra pobre e preto’ (vídeo)

    Indignado, comentarista da Globo avalia que Bolsonaro vai mesmo para domiciliar: ‘Cadeia é pra pobre e preto’ (vídeo)


    O comentarista da GloboNews OCTÁVIO GUEDES no Estúdio I e o ex-presidente JAIR BOLSONARO – Imagens reprodução

    Exposição do ex-presidente réu no STF por tentativa de golpe de estado em suas redes sociais teria este propósito – ASSISTA E SAIBA MAIS

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    Brasília, 06 de maio de 2025

    No programa Estúdio i desta terça-feira (6/mai), o comentarista da GloboNews Octávio Guedes criticou a suposta leniência do sistema judicial brasileiro com figuras políticas de alto escalão, como Fernando Collor e Jair Bolsonaro.

    Guedes destacou que Collor, em prisão domiciliar, apresentou um atestado médico alegando apneia do sono e Parkinson após negar problemas de saúde em audiência de custódia.

    Bolsonaro, segundo ele, tem um histórico médico mais público, com sete cirurgias após uma facada em 2018, o que poderia ser usado como argumento em caso de condenação.

    “Cadeia no Brasil não é para esse tipo de gente. Cadeia é pro ferrado, pro preto pobre que mora na periferia, que vai preso sem condenação”, disse Guedes, apontando a desigualdade no sistema carcerário.

    A análise de Guedes foi embasada em apurações de que aliados de Bolsonaro consideram usar o precedente de Collor para pleitear prisão domiciliar por motivos de saúde, caso o ex-presidente seja condenado.

    A estratégia, segundo a apuração, se baseia na decisão que permitiu a Collor cumprir pena em uma cobertura de 600 m² em Maceió, avaliada em R$ 9 milhões.

    A exposição de Bolsonaro teria este propósito, além da comoção.

    Guedes ironizou a situação, afirmando que “frieira tira rico da cadeia”, em referência à facilidade com que elites conseguem evitar o sistema prisional comum, enquanto pessoas pobres enfrentam condições desumanas.

    O influenciador digital Sérgio A J Barreto compartilhou no X o recorte do programa “com a indignação” do jornalista “diante da possiblidade do golpista inelegível usar o caso Collor

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    A prisão de Collor se insere em um padrão na América do Sul, onde 20 ex-presidentes foram presos neste século, majoritariamente por corrupção ou crimes contra a democracia, conforme apurou a Folha de S. Paulo.

    A matéria destaca que, diferente de casos na região, no Brasil a saúde tem sido usada como argumento para suavizar penas de políticos influentes.

    A legitimidade da prisão domiciliar de Collor em um imóvel de alto valor é questionada por usuários de redes sociais, que sugerem que o alagoano “deveria ir pra um imóvel adquirido anterior ao período que se deu o crime”.

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    A crítica reforça o debate sobre a impunidade e a disparidade no tratamento judicial entre classes sociais no Brasil.

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