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‘Incompetência’, diz Míriam Leitão sobre ‘terra arrasada’ deixada por Bolsonaro por ‘má administração de verbas’

    “O governo chega nesse último mês de mandato parando completamente e de forma melancólica”, escreve a jornalista

    O governo chega nesse último mês de mandato parando completamente e de forma melancólica. No apagar das luzes, o governo fez cortes em áreas primordiais como Educação e Saúde nos últimos dias. Vários outros órgãos do estado estão parando por falta de verba, como a emissão de passaportes. Termina como terra arrasada“, escreve Míriam Leitão, no Globo.

    Para a jornalista, “isto só mostra como a gestão Bolsonaro administrou mal e sempre criou desculpas para a sua incompetência: agora justifica que tem que fazer cortes por conta do teto de gastos“.

    Leitão explica que “a regra do teto exige acompanhamento das contas ao longo do ano exatamente para evitar o que está acontecendo agora“. E que “a cada bimestre há um relatório e a partir dele o gestor modula a ação do estado“. Depois, a jornalista questiona: “Mas o que fez o governo Bolsonaro?“. E ela responde: “Aumentou os gastos nos meses eleitorais e no final do ano sai cortando despesas essenciais. E um destes cortes chegou ao orçamento secreto“.

    “Só que o presidente Bolsonaro passou o tempo todo dizendo que não tinha ingerência no orçamento secreto e que seria invenção da imprensa“, lembra a jornalista. “Mas agora bloqueou a verba como punição pelo fato de [o presidente da Câmara dos Deputados,]Arthur Lira estar conversando com o presidente eleito Lula“. Na avaliação de Míriam Leitãoa situação é tão ruim que algumas das despesas deste ano seriam feitas, por incrível que pareça, pelo orçamento secreto já que através da decisão de parlamentares“.

    “Péssimo gestor de contas públicas”

    A questão está tão enrolada que já há quem defenda que a PEC da Transição libere essas emendas do orçamento secreto, o que significa contaminar o próximo governo com acordos espúrios feitos por este governo“, prossegue a jornalista em seu texto. “A verdade é que criou-se um mecanismo inaceitável para compra de apoio político. Agora, com o governo no final, Bolsonaro não precisa mais de apoio e Lira já cumpriu seu papel de não levar para frente mais de 200 pedidos de impeachment“.

    Então, ele pune o Congresso e suspende a execução das emendas e ao mesmo tempo faz um corte drástico principalmente nas áreas mais vitais que são Educação e Saúde. O governo Bolsonaro foi muito ruim em muitos aspectos, principalmente ao ataque à democracia. Mas também foi um péssimo gestor do país e das contas públicas“, pontua Míriam Leitão.

    1 comentário em “‘Incompetência’, diz Míriam Leitão sobre ‘terra arrasada’ deixada por Bolsonaro por ‘má administração de verbas’”

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