É o segundo massacre nos EUA em menos de 24 horas e o terceiro em uma semana

SÃO PAULO
Um tiroteio na madrugada deste domingo (4) deixou ao menos nove mortos e 16 feridos na cidade de Dayton, no estado americano de Ohio.
Segundo informações das agências internacionais, o autor dos tiros foi morto pela polícia. “O autor está morto. Há outros nove mortos. Pelo menos 16 pessoas foram transferidas com ferimentos para o hospital”, informou a polícia sobre o novo tiroteio pelo Twitter.
Uma porta-voz do hospital local Miami Valley confirmou à imprensa que 16 feridos no tiroteio foram encaminhados ao local, mas ainda não tinha informações sobre suas condições.
Correction – shooting occurred at 1am…not 1:22am https://t.co/j61xlQwLFy
— Dayton Police Dept. (@DaytonPolice) August 4, 2019
Este é o segundo massacre nos Estados Unidos em menos de 24 horas e o terceiro em uma semana. Neste sábado (3), um tiroteio em um hipermercado da rede Walmart em El Paso, no Texas, deixou ao menos 20 mortos e 26 feridos.
O terceiro ataque foi no domingo passado (28), quando um jovem de 19 anos invadiu a Festa do Alho de Gilroy, um festival gastronômico na Califórnia, matou a tiros três pessoas e deixou outras 12 feridas. O adolescente se matou na sequência.
#LATEST: Kettering Medical Center has received several Oregon District shooting victims https://t.co/KT0a6XRHbj pic.twitter.com/gLUEyTBLFJ
— WHIO-TV (@whiotv) August 4, 2019
O incidente ocorreu pouco antes da 1h da manhã, horário local, no distrito de Oregon, conhecido por seus bares e vida noturna, disse o tenente-coronel da polícia local Matt Carper.
“Fomos informados de um atirador e várias vítimas. O autor está morto, por ferimentos a bala causados pela reação da polícia”, declarou, esclarecendo que nenhum agente ficou ferido. O suspeito abriu fogo na rua disparando “vários tiros com uma arma longa”.
A polícia tenta identificar o autor do tiroteio e o FBI foi ao local para fornecer a ajuda necessária, acrescentou.
Carper disse também que o distrito de Oregon era “uma parte muito segura do centro de Dayton”, muito popular e visitado. “Felizmente, tivemos muitos agentes por perto quando o incidente começou, então a violência durou pouco tempo. É um incidente muito trágico e estamos tentando ao máximo investigá-lo e tentar identificar o motivo do tiroteio”.
Ainda segundo o tenente-coronel, muitas testemunhas e policiais ainda estavam sendo interrogados “para determinar se havia mais alguém envolvido”.
A cada ataque como os deste final de semana, os EUA retomam o debate sobre restringir a posse de armas, mas as propostas não conseguem avançar.
A medida mais citada é aumentar a checagem de antecedentes criminais de quem compra armas. Uma proposta nesse sentido segue travada no Senado, de maioria republicana.
No país, o lobby da bala, representado pela NRA (National Rifle Association, o lobby pró-armas americano), historicamente faz doações a congressistas –particularmente republicanos— para evitar regulações mais rígidas envolvendo a posse de armas.
Grupos armamentistas dizem que a segunda emenda da Constituição dos EUA dá ao indivíduo direito de manter e de portar uma arma de fogo.
O número estimado de armas (registradas e ilegais) entre os cidadãos varia de 265 milhões a quase 400 milhões –a população americana soma cerca de 328 milhões de habitantes.
