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Impacto da tarifa Trump pode gerar perda de R$ 4 bilhões só em São Paulo

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi criticado pelo deputado Alencar Santana (PT-SP) por não se posicionar contra o republicano ídolo de Bolsonaro – SAIBA MAIS

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    Brasília, 15 de abril de 2025

    Um estudo da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), divulgado pelo UOL, estima que o Brasil terá um prejuízo de R$ 28,6 bilhões (US$ 4,9 bilhões) em 2025 devido às tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em sua guerra contra o mundo.

    O setor agrícola pode ganhar US$ 5,5 bilhões com o aumento das exportações para a China, que elevou sua demanda por soja brasileira em 10% no último ano, mas a indústria brasileira enfrentará perdas de US$ 8,8 bilhões, e o setor de serviços poderá encolher US$ 1,6 bilhão.

    A Região Sudeste será a mais impactada, com São Paulo perdendo cerca de R$ 4 bilhões e Minas Gerais, R$ 1,16 bilhão.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi criticado pelo deputado Alencar Santana (PT-SP) por não se posicionar contra o republicano ídolo de Bolsonaro.

    O petista destacou nas redes sociais que o bolsonarista, que usou um boné “Make America Great Again” e celebrou a vitória de Trump, ignora os prejuízos bilionários ao país.

    Alencar Santana chamou o governador de “turista fanfarrão” e acusou a extrema-direita de sabotar o Brasil, apesar de se dizer patriota.

    Ainda não vi uma palavra do Tarcísio do Bolsonaro criticando Donald Trump e sua guerra tarifária que pode causar R$ 28 BILHÕES em prejuízos ao Brasil. Isso ocorre quando você tem um turista fanfarrão governando o estado mais rico do país, mas ele é totalmente blindado pela grande mídia”, disse Alencar Santana. “A extrema-direita sabota o Brasil, atua contra o Brasil, mas se dizem “patriotas” para tentar esconder o sol com a peneira”.

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    A guerra tarifária de Trump, que inclui taxas de até 100% sobre produtos chineses, também afeta o comércio global. A China retaliou com tarifas sobre bens americanos, mas busca novos mercados, como a América Latina, onde o Brasil é um parceiro estratégico.

    Apesar disso, a dependência brasileira de exportações para os EUA, que representam 10% do total, expõe o país a riscos. Além disso, a política protecionista de Trump visa fortalecer a economia americana, mas pode gerar inflação nos EUA, com aumento de 0,5% nos preços ao consumidor.

    O impacto do tarifaço reforça a necessidade de o Brasil diversificar mercados e fortalecer sua posição no comércio global.

    Enquanto a China e os EUA seguem em conflito comercial, países como o Brasil enfrentam o desafio de equilibrar ganhos e perdas.

    Pequim planeja aumentar investimentos em infraestrutura na América Latina, segundo o South China Morning Post, o que pode beneficiar o Brasil a longo prazo, mas analistas do The Economist alertam para os riscos de depender de apenas dois grandes parceiros comerciais.

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