“SE FORAM SÓ CONVERSAS DE ANJOS, NÃO MUDA NADA”, ironiza GILMAR MENDES alimentando o fogo que queima no STF em detrimento do então juiz federal, em reação aos que são contra o acesso da defesa do ex-presidente ao conteúdo hackeado liberado por LEWANDOWSKI

“Não são poucos os que enxergam espaço para uma revisão das posições da ministra Carmen Lúcia em relação a Lula“
“Desde que a ministra do STF, Carmem Lúcia, votou por manter a decisão que exclui a delação de Antonio Palocci da ação em que Lula é acusado de receber R$ 12,5 milhões da Odebrecht, seus interlocutores dizem que ela ficou impactada com o conteúdo das mensagens” da série ‘Vaza Jato‘, divulgada pelo The Intercept Brasil, sobre as conversas entre o ex-juiz federal, Sergio Moro, e os procuradores da ‘República de Curitiba‘, como ficou conhecida por algum tempo o MPF-PR (Ministério Público Federal do Paraná), conforme o Estadão publicou em editorial na manhã desta quarta (30).
Segundo a matéria, o ministro do STF, Gilmar Mendes, também teria ironizado a reação contra o acesso da defesa de Lula às mensagens hackeadas trocadas por Moro com a força tarefa da Lava Jato e disse: “Se foram só conversas de anjos, não muda nada”.
Agora, as chamas voltaram a arder na a partir do despacho do ministro Ricardo Lewandowski que abre os arquivos hackeados da Lava Jato para a defesa de Lula. O fogo cresceu em labaredas após o magistrado reiterar que as mensagens foram periciadas, “atestando” a integridade do material sobre o qual pairavam dúvidas.
A decisão do ministro do STF foi entendida na comunidade jurídica como a mais importante sobre a possibilidade ou não de utilização das mensagens no julgamento da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro.
No entorno de Lula, na advocacia e no próprio STF, uma das leituras é a de que começa a se formar a chamada tempestade perfeita a favor das pretensões do ex-presidente e de muitos dos críticos da Lava Jato e de Sérgio Moro”, escreveram os redatores do Estado de São Paulo.

Parte dos ministros do STF foram cúmplices com as falcatruas do moro, e também com o golpe contra Dilma e contra a democracia
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