Imóveis: melhor esperar até 2017?

02/07/2014 0 Por Redação Urbs Magna

Bolha Imobiliária ou não, o fato é que o setor de construção civil definitivamente perdeu seu ritmo. São dados oficiais do CAGED¹, PME² do IBGE e da equipe de Sondagem da Construção da FGV³. Todos já perceberam em qual intensidade ocorreu a disparada especulativa no Brasil. E em se tratando do consumidor investidor, este abandonou o barco e já deve ter arranjado outro negócio promissor. Quanto ao consumidor morador, ainda sonha e tem a expectativa da verdade que, ao menos por ora, não lhe será servida de bandeja em noticiários jocosos.

Mesmo o primeiro tendo dado no pé, o segundo tem um vago entendimento do assunto e pode, ainda, ser vítima de algum representante da bolha. Dizem por aí que depois da Copa o mundo será vítima de outro Crash. Mas os imóveis já deixaram de ser um investimento lucrativo e, ante a inevitável estagnação do consumo, pode ser que haja uma estabilização nos preços que levará anos até uma considerável redução representativa.

Última notícia: 2014 PREÇOS DOS IMÓVEIS EM QUEDA

Neste ínterim, eventualmente algum valor despencará por motivo de uma urgência qualquer. Mas como isso foi acontecer? É muito fácil mentir para você, desviar tua atenção e, legalmente, apoderar-se de tuas suadas economias enquanto você assiste a uma boa partida de futebol (não que isso seja ruim). Você está dentro de um poderoso sistema financeiro onde tudo o que você consome foi cuidadosamente planejado anteriormente por alguém que, num âmbito geral, possui todas as tuas informações e sabe exatamente a quantia que você pode dispor para continuar sobrevivendo. O que sobra está na mira deste especulador que sempre está pensando em alguma maneira de colocar a mão no teu bolso. Quer entender? No apogeu do boom dos imóveis as construtoras disseram, com o aval de analistas financeiros, que a valorização estaria infinitamente na casa entre 25 e 30 % ao ano e que bolha imobiliária era meramente o resultado da inveja dos menos providos de capital imobiliário. Fácil acreditar, especialmente se você vive no país da Copa e das Olimpíadas com status de potência, quando se desenvolve naturalmente a crença em uma infalibilidade econômica. Mas os preços desaceleraram e, dos noticiários, vieram eufemismos como “ajuste”, “adequação”, “acomodação dos preços”, “ritmo menor de valorização”.

Pronto! Formaram a tua opinião antes mesmo que você pudesse iniciar teu estado analítico e conclusivo, o que interrompeu e travou qualquer iniciativa mental que pudesse brotar com naturalidade racional de tua massa encefálica. E quando os sinais foram mais evidenciados com as quedas nas vendas e nos preços, deram desculpas de que eram fatos isolados longe de caracterizar uma bolha dizendo que o Brasil é imune à crises, como se existisse vacinas para todos os retrovírus que ameaçassem a economia nacional. Até mesmo quando obras atrasadas, não entregues e canceladas, distratos, além das perdas bilionárias na Bolsa passaram a fazer parte dos balanços das empresas do setor, disseram que tudo não passava de “reflexo” da economia mundial e consequente desaquecimento do mercado interno. Quem acredita está, junto com a grande massa brasileira, viajando na maionese. O maior percentual de nosso povo tem paixões abruptas que irrompem qualquer reflexão mais prolongada, o que é avassalador. A crise imobiliária é mais do que real, e não há como negá-la. Sobre o Crash, o melhor a fazer é investir na poupança ou em títulos públicos prevenindo-se de uma eventual inflação que poderá até mesmo vir maquiada, a exemplo do que ocorre atualmente no mercado de imóveis.

¹CAGED Cadastro Geral de Empregados e Desempregados ²PME Pesquisa Mensal de Emprego ³FGV Fundação Getúlio Vargas

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